Hyperion apresentará primeiro automóvel à base de hidrogênio

O automóvel leva como lema a "tecnologia espacial nas estradas"

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A Hyperion Motors traz para as pistas a tecnologia desenvolvida pela Nasa. O automóvel, que funcionará à base de hidrogênio, será apresentado em agosto. O XP-1 é pioneiro nessa categoria e tem com lema a “tecnologia espacial nas estradas”. O objetivo da empresa é contar a história do hidrogênio com veículos e soluções de infraestrutura inspiradores.

De acordo com a fabricante, eles estão extremamente empolgados em mostrar o Hyperion para o mundo para que possam educar as pessoas sobre os benefícios dos sistemas de propulsão movidos a hidrogênio. Como elemento mais abundante no universo, seu potencial é virtualmente ilimitado.

Única empresa apostando no hidrogênio

Poucos detalhes foram revelados, a empresa vem trabalhando de maneira reservada quanto às informações do automóvel. O que temos de informações, até o momento, é que o veículo mostra uma silhueta curvilínea, típica de forma aerodinâmica um supercarro, iluminada por luzes azuis. A Hyperion ousou em ser a única empresa que vem apostando em hidrogênio.

O modelo sustentável é o maior triunfo da empresa. A tática é usar modernidade, tecnologia e minimizar a fim de anular a emissão de gases nocivos ao meio ambiente por usar como combustão vapor d’água. Elon Musk, CEO da Tesla, não esconde seu pé atrás com a tecnologia, para ele, é simplesmente muito difícil produzir hidrogênio, armazená-lo e usá-lo em um carro. O hidrogênio é um mecanismo para armazenamento de energia, não uma fonte.

Dúvidas quanto a eficiência da tecnologia

Musk explica que a eletrólise é um processo energético extremamente ineficiente. Comparando a carregar uma bateria diretamente usando um painel solar, fazer a eletrólise de água, coletar o hidrogênio, descartar o exigênio, comprimir ou liquefazer o hidrogênio, colocar em um carro e alimentar uma célula de combustível tem metade de eficiência. É terrivel.

É possível que a maioria das tecnologias leva 10 anos ou mais para ser transformada em produto, relatou Trevor Milton, CEO da Nikola, em uma entrevista ao Observer no ano passado. Embora os carros elétricos agora sejam mais populares, ainda há questões a ser resolvidas. É o mesmo com as células de combustível. Elas já estão na estrada, e sendo aprimoradas, acrescenta.