Cerca de 1,3 mi de empresas fecharam as portas no início de junho, diz IBGE

Segundo pesquisa, as empresas de pequeno porte e do setor de comércio e serviços foram as mais atingidas pelo novo coronavírus

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta quinta-feira (16) que cerca de 1,3 milhão de empresas brasileiras pararam as atividades de forma temporária ou definitiva na primeira semana de junho. Destas, 522,7 mil pararam devido o avanço da Covid-19 e 716,4 mil fecharam definitivamente.

A pesquisa que mede o impacto da pandemia no setor empresarial constatou que somente um terço das empresas brasileiras demitiu e só 13% tiveram acesso ao auxílio federal para pagar empregados. Nas vendas, o IBGE informou que sete a cada dez empresas sentiram queda na primeira quinzena de junho, ante março.

As empresas de menor porte foram as mais atingidas entre as que fecharam de forma definitiva, chegando a 715,1 mil. Enquanto 1,2 mil eram intermediárias e nenhuma era de grande porte. O IBGE informou que o setor de Serviços (334,3 mil) foi o que mais fechou as portas em definitivo, seguido por Comércio (261,6 mil), Construção (68,7 mil) e Indústria (51,7 mil).

Alessandro Pinheiro, Coordenador de Pesquisas Estruturais e Especiais em Empresas do IBGE, afirmou que os dados sinalizam que a Covid-19 impactou mais fortemente segmentos que, para a realização de suas atividades, não podem prescindir do contato pessoal, têm baixa produtividade e são intensivos em trabalho.

Já as empresas que pararam as atividades de forma temporária as atividades, 258,5 mil — 49,5% das atingidas pela pandemia — faziam parte do setor de Serviços. Enquanto 192 mil eram do Comércio, 38,4 mil da Construção e 33,7 mil da Indústria.

Segundo o IBGE, cerca de 32,9% das empresas mudaram o método de entrega de seus produtos ou serviços, e passaram a fazer também serviços online. Do total, 20,1% lançaram ou passaram a comercializar novos produtos e/ou serviços desde o início da pandemia.

Houve dificuldades em realizar pagamentos de rotina em relação ao período anterior a pandemia para 63,7% das empresas ainda em atividade ouvidas pelo IBGE. Cerca de 60% delas mantiveram o número de funcionários na primeira quinzena de junho em relação ao início da pandemia. 

Nove em cada dez empresas fizeram campanhas de informação e prevenção, além de adotaram medidas extras de higiene nas suas atividades. O home office foi adotado por 38,4%, enquanto 35,6% anteciparam férias dos funcionários. Por fim, três em cada dez adotaram pelo menos uma medida em relação aos impactos da Covid-19 com apoio do governo.