Claro ativa cobertura 5G em São Paulo e Rio de Janeiro

Esta será a primeira rede 5G da América Latina

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A Claro dá a largada para o serviço de cobertura 5G no Brasil, começando por bairros de São Paulo e Rio de Janeiro. O recurso de compartilhamento de frequências que permite a utilização do espectro atual já alocado tornará o serviço possível a partir desta semana.

A cobertura 5G DSS será somente nas regiões com maior demanda de tráfego. Na capital paulista, as regiões dos Jardins e da Avenida Paulista serão os lugares onde será possível navegar com a cobertura de quinta geração, já no Rio de Janeiro o serviço estará disponível em Ipanema.

O objetivo da Claro é expandir a cobertura de modo gradativo, ativando a rede em mais 12 bairros de São Paulo e mais nove da capital fluminense até outubro. A nova tecnologia começa a ser implantada de forma inovadora no Brasil pela operadora em parceria com a Ericsson.

O presidente-executivo da unidade de Consumo e PME (pequenas e médias empresas) da Claro, Paulo César Teixeira, afirmou que a tecnologia 5G DSS permite entregar uma experiência 5G na rede atual. Ele explica que o usuário pega o mesmo conjunto de antenas que já possui, coloca essa tecnologia, e pode dispor do serviço imediatamente.

Com a tecnologia DSS é possível compartilhar as frequências disponíveis hoje, já alocadas ao Serviço Móvel Pessoal (SMP). Os recursos de rede são distribuídos automaticamente para atender aos smartphones conectados à rede 4G, além dos novos celulares compatíveis com o 5G.

Com conexões até 12 vezes mais rápidas que o 4G, os usuários que obtiverem smartphones habilitados já poderão ter as primeiras experiências e impressões com a rede 5G no país. A Claro prevê que lançamentos de celulares compatíveis com a tecnologia aconteçam até o fim do ano.

Eduardo Ricotta, presidente da Ericsson para a América Latina, afirma que o 5G está tendo uma aceleração muito rápida. Segundo ele, no fim do ano passado, havia 13 milhões de assinantes 5G no mundo, e que a previsão é de que chegue a 200 milhões neste ano. Até 2025, ele prevê que esse total alcance 3 bilhões.