Concorrentes da poupança passam a ganhar o mercado de investidores

Maio registrou recorde de R$ 64 bilhões resultados da poupança

Poupança é boa opção de rendimento mesmo com juros baixos de 2,25% ao ano (foto: reprodução)

Investidores buscam constantemente opções de reserva de dinheiro a fim de render o valor bruto e aumentar o retorno financeiro. Variáveis são encontradas frequentemente no percurso de juros mais baixos, que chegam a atingir apenas 2,25% ao ano, por isso, opções diante de uma renda menor e juro básico próximo da variação da inflação crescem em procura principalmente durante a pandemia, novos produtos vêm chamando atenção de investidores, estes mais atrativos e, inclusive, mais seguros.

Serviços de poupança geram maiores rendimentos a longo prazo, o que beneficia o investidor, o que reflete no registro de captação líquida recorde de R$ 37,2 bilhões em maio, resultando em R$ 64 bilhões positivos. Outras opções incluem o título público Tesouro Selic, de fundos DI de baixo custo até alguns Certificados de Depósitos Bancários (CDBs).

O rendimento anual da poupança chega a 70% da taxa Selic somada a Taxa Referencial (TR), dados atribuídos a juros igual ou abaixo de 8,5% ao ano. Se, no período de um ano, forem mantidos os juros em 2,25%, obtêm-se rendimento anual de 1,57%. O resultado percentual considera o tributo de CDI, que sendo incluso, pode render 1,86%, no mesmo período.

Com CDI nivelado ao percentual de 100% e 120%, aquele que investir R$ 10 mil, tem retorno bruto durante 12 meses se aplicados na poupança. Para 2020, o esperado é de 1,61% de inflação, segundo o relatório Focus, do Banco Central. A poupança alcançou ganhos de 33,9%, enquanto o CDI obteve de variação 55%. Quanto à inflação, foi acumulada 24,2%.

Declarado adepto do título público indexado à taxa básica de juros, o Tesouro Selic, Eduardo Akira, assessor de investimentos no escritório Vero Investimento relata que é um papel que paga 100% do CDI com risco soberano, rendimento que é até difícil de se encontrar hoje nos CDBs de grandes bancos.

Um pouco mais precavido quanto estas questões, Marco Harbich, planejador financeiro com certificação CFP declara que gosta desse título do governo, mas lembra que é importante que o investidor saiba da taxa de custódia cobrada pela B3, de 0,25% ao ano, que passa a ter maior peso sobre o retorno, à medida que a Selic está em trajetória de queda e no piso histórico.

Para Harbich, produtos bancários como CDBs como uma terceira alternativa para montar o colchão de emergência – desde que ofereçam liquidez diária. Neste caso, é importante que o produto pague, no mínimo, o encontrado Tesouro Selic, de 100% do CDI.