Farmácias começam a vender derivados de cannabis

Medida visa ampliar o acesso da substância a pacientes que precisam

Desde março de 2020, está em vigor uma nova regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que autoriza a venda de derivados de Cannabis nas farmácias do Brasil. Assim como remédios de controle especial, a aquisição pode ser feita mediante a  apresentação de receita médica do Tipo B – ou tipo azul. 

Segundo reportagem da UOL, a mudança, aprovada em dezembro de 2019, serve “para agilizar, facilitar e ampliar o acesso da substância a pacientes com epilepsia, esclerose múltipla, Parkinson e até dores crônicas”. Antes da nova medida, para conseguir o medicamento, precisava-se fazer uma solicitação de importação à Anvisa. A autorização podia levar 90 dias. 

No entanto, ainda de acordo com a reportagem, a regulamentação tem prazo de validade, durando três anos até que haja nova avaliação dos resultados no período. Além disso, a Anvisa limita a presença de THC: os produtos não podem ter mais de 0,2% da substância. 

Para aquelas empresas que querem colocar o produto nas farmácias, é necessário uma autorização sanitária para importação da substância, o que dificulta a redução do preço final do cannabis. Por causa de todas as taxas de câmbio, frete e taxas de importação, um frasco de óleo de CBD fica em torno de mil reais. 

Também, segundo o professor de História Moderna, Henrique Carneiro, em entrevista a UOL,  o fato de não se permitir o cultivo torna o país dependente da produção estrangeira, o que afeta a economia brasileira e até mesmo, a soberania nacional, porque o Brasil abdica de um ramo inteiro de potencial econômico – a legalização total do plantio do cannabis movimentaria R$ 4,7 bilhões.  

Além disso, se o plantio fosse liberado, o Brasil poderia se tornar um grande nome no mercado de exportação devido a seus 7,5 milhões de quilômetros quadrados propícios ao plantio da planta.