Veja como se comportam as cidades brasileiras mais afetadas pela pandemia do coronavírus

São Paulo, Ceará e Amazonas estão retornado às atividades "normais" sob medida de proteção

Estados brasileiros retomam atividades aos poucos, mas protocolos de segurança são regras para os estabelecimentos (foto: reprodução)

Após densos três meses de isolamento e restrições adotadas pelos governos dos estados brasileiros, agora, os próximos passos da retomada da economia se voltam a afrouxar as regras, mantendo as medidas de isolamento social. A Agência Brasil aponta maior flexibilidade relacionada ao plano de retorno gradual das atividades.

Hoje, sexta-feira (26), o Brasil soma 1.244.419 pessoas infectadas pelo vírus e 55.304 mortes, de acordo com o balanço divulgado pelo Ministério da Saúde. Além do Distrito Federal, todos os estados enfrentaram dias difíceis, entretanto, determinadas regiões alcançaram o estado crítico devido a pandemia. Observe como se comportam as cidades mais afetadas pelo coronavírus:

Amazonas – O estado do Amazonas chegou a atingir o colapso na saúde, faltavam leitos para os infectados e foram registradas diversas mortes. Agora, a região já passa pelo segundo ciclo do Plano de Retomada Gradual das Atividades Não Essenciais. Aos poucos os negócios voltam a funcionar, mantendo as medidas de proteção necessária, serviços como negócios de livraria, assistência técnica, lojas de informática, de eletrodomésticos e departamentos, imobiliárias,negócio de animais e de materiais de escritório ficam permitidos no estado.

O governo do estado atribuiu horário de funcionamento, os estabelecimentos irão funcionar somente até às 22h. Restaurantes, cafés e padarias também voltaram a abrir, mas com lotação máxima de metado de capacidade. Todos os estabelecimentos autorizados a funcionar ficarão sob observação e deverão manter a fixação dos protocolos de vigilância em saúde.

É obrigatório o uso de máscaras, disponibilização de álcool em gel e desinfecção dos locais. Os clientes deverão manter no minimo, 1,5 metro (m) de distânciae os responsáveis pelo locais deverão monitorar a saúde de seus funcionários. Aqueles estabelecimentos que infrigirem as regras podem ssofrer punições como a suspensão da autorização de funcionamento.

Por enquanto, pessoas classificadas como grupo de risco permanecem em casa. O prazo para a liberação do retorno ao trabalho é a partir do do dia 29 de junho. Segundo o Ministério da Saúde, são considerados grupo de riscos aqueles indivíduos com idade acima dos 60 anos, mesmo que não tenham nenhum problema de saúde associado pessoas de qualquer idade que tenham doenças pré-existentes, como cardiopatia, diabetes, pneumonia, doença neurológica ou renal, imunodepressão, obesidade, asma, entre outros.

Ceará – O governo do estado apresentou, no fim de maio, estabilidade e aparente curva decrescente, o que, consequentemente permitiu o retorno da atividade econômica em frase de transição. É importante lembrar a necessidade de obedecer a critérios técnicos, sanitários e epidemológicos.

Fortaleza se enquadra nos parâmetros da fase inicial, já os demais municípios estão na fase de transição. O plano é reduzir o número de casos de Covid-19 no estado, para isso, é de extrema importância cumprir rigorosamente os protocolos de retomada definidos pelo governo do estado.

No critério de retomada das atividades essenciais, como aulas presenciais, só serão liberadas a partir da fase 4. Não essenciais, como shoppings, vão abrir de forma controlada. Não será permitida a liberação às praias, praças e parques a fim de evitar aglomeração e proliferação do vírus.

Rio de Janeiro – O Rio de Janeiro também busca, aos poucos, retomar a economia. Para isso, os cuidados para evitar aglomerações e reduzir a contaminação pelo coronavírus são essenciais para o processo de liberação. Foram permitidas atividades não essenciais, contanto que o público mantenha os cidades obrigatórios, shoppings, bares, restaurantes, igrejas, estádios e pontos turísticos se encaixam nas atividades não essenciais.

As medidas de prevenção são renovadas sempre que necessário, para isso, existe o acompanhamento direto que é feito pelo Gabinete de Crise para Enfrentamento do Coronavírus. De acordo com o governo, a abertura se baseia em dados epidemiológicos da Secretaria de Estado de Saúde, com a redução do número diário de óbitos e das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), e projeções da Secretaria de Fazenda sobre os impactos econômicos para o estado.

São Paulo – Lentamente o estado de São Paulo busca voltar às atividades normais, para isso, foram definidas pelo governo do estado cinco fases de em uma escala de cinco níveis de abertura econômica, que são classificadas por cores: vermelho, nível máximo de restrição de atividades não essenciais; laranja, etapas de controle; amarelo, flexibilização; verde, abertura parcial e azul, normal controlado.

Para futuros avanços nas fases estabelecidas pelo governo, são necessários resultados positivos, tais como, média taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivas para pacientes com coronavírus, número de novas internação no mesmo período e o número de óbitos.

O plano de São Paulo dá autonomia para que os prefeitos diminuam ou aumentem as restrições de acordo com os limites estabelecidos pelo estado, desde que apresentem os pré-requisitos embasados em definições técnicas e científicas.