Tecnologia P2P torna moedas digitais mais acessíveis e populares no Brasil

O P2P veio com intenção de descentralizar o Bitcoin

O Brasil é um dos países com mas negociação em P2P (foto: reprodução)

A era tecnológica trouxe consigo o Bitcoin, agregado a ele, veio também o método que sustenta a ideia dos criptoativos, o blockchain. Com interatividade mais intensa nos dias atuais, o Peer-to-peer (P2P) voltou a ter maior força.

A ideia partiu de Satoshi e é atribuída ao processo de pagamento e transferência de bitcoins (ou outra moeda) intermediados pelas exchanges. Em vez de apenas um servidor central distribuir informação ou dados, vários computadores, por meio do sistema, utilizem o serviço de pagamento.

Descentralizar o Bitcoin

O P2P veio com intenção de descentralizar o bitcoin. Mas pelo fato de envolver a avaliação do governo, o sistema gera discussões e questionamentos de muitos investidores, além da cobrança de altas taxas. O diretor de negócios institucionais para Europa e América Latina da Binance, Josh Goodbody é a favor da vida longa de exchanges e P2P no mercado de cripto.

À medida que o mercado amadurece e as exchanges oferecem plataformas mais amigáveis aos novatos, a tendência é aumentar a reputação e a autoridade, e as pessoas naturalmente seguirão esse caminho. Mas sempre haverá o mercado P2P, é daí que tudo surgiu e é muito pouco provável que deixe de existir, revela Goodbody.

Oferecer segurança

Apesar de se adequar ao novo mercado, o bitcoin ainda não conquistou a todos. Há aqueles que preferem receber em real. Com isso, algumas plataformas trabalham em busca de segurança para quem deseja fazer transferência via P2P. A LocalBitcoins é uma delas, empresa que cria uma grande rede de usuários cadastrados para negociação de bitcoins, ajudando a garantir que as duas partes recebam o que for acordado.

Quem prefere conhecer outros criptoativos, pode optar pelo Catálogo P2P, que expande para a negociação. O Catálogo P2P permite ao usuário escolher os preços que serão praticados, quais as formas de pagamento e receberem notas e comentários de outras pessoas, o que ajuda a dar mais credibilidade para aquele negociante.

Fatores que impulsionam a busca por P2P

A alta busca por P2P no Brasil, segundo Goodbody, se dá por dois fatores, o primeiro é o fato de ser mais fácil para comprar e vender, já que o usuário não precisa saber ler livros de ofertas, gráficos ou qualquer outro tipo de intermediário de negociação, basta uma conversa a realizar a transferência. O segundo fator é a liquidez.

Muitas exchanges do país sofrem de baixa liquidez, o que significa que um cliente que deseja executar um grande pedido teria que executar vários pedidos no livro de ofertas, arriscando sofrer com uma grande variação no preço até a ordem ser executada, explica.

Desde o ano passado, foi identificado alta procura pelo serviço, Com volume recorde, a Venezuela atingiu 997,7 bilhões de bolívares (cerca de R$ 23,87 milhões) logo no início de junho. Em maio, houve negociação máxima na Argentina, dados obtidos pelo site Coin Dance, utilizando o volume negociado pela LocalBitcoins.