Congresso dos EUA debate fake news e protestos antirracistas

Fake news será pauta abordada durante audiência virtual desta quinta-feira (18) (foto: reprodução)

A disseminação de fake news vem tomando gigantesca proporção diante de fatos históricos que acontecem em todo o mundo. Um grande incentivador de debates sobre o tema é posição de redes sociais diante da desinformação.

Para debater sobre isso, reuniram-se na quinta-feira (18) representantes do Facebook, do Google e do Twitter, em audiência virtual do Congresso dos Estados Unidos, convocadas pelos deputados da Comissão de Inteligência da Câmara.

Durante a audiência, os representantes mostraram as medidas tomadas por suas empresas para evitar interferência estrangeira nas eleições dos EUA e impedir a disseminação de conteúdo enganoso em suas plataformas.

Representantes de países também são influenciadores de opinião, com isso, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump fazer declarações que incitam a violência, o Twitter se manifestou contra determinadas falas de Trump.

George Floyd

A audiência foi solicitada após atos de manifestações ocorridos após o assassinato de George Floyd por um policial em Minneapolis. Diante do ocorrido, mesmo com milhares de pessoas mostrando insatisfação com o ocorrido, Trump declarou que os policiais deveriam atirar contra os manifestantes, incitando mais violência. O Facebook manteve a publicação sem tomar nenhuma medida, atitude que levou os funcionários a se revoltarem contra a empresa.

A disseminação de fake news não para de crescer, como mostra a última edição impressa da EXAME. A revista revela que os conteúdos que incitam a violência tem pressionado as redes sociais a reverem seu papel. Em vez de atuarem como meras plataformas de publicação, sem responsabilidade pelo que os usuários publicam, as empresas têm sido cobradas para que se tomem medidas para evitar a disseminação de conteúdo impróprio.

Pandemia e protestos antirracistas

Criada desde 1996, a lei que deixa imune as plataformas online sobre o que é publicado por elas pode sofrer alteração, como foi informado na quarta-feira (17) pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Caso alterada essa lei, haverá maior cuidado das empresas em controlar o conteúdo abusivo em suas plataformas. Durante a audiência serão abordados temas como fake news em tempos de pandemia e e protestos antirracistas no país.

De acordo com um artigo, Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, anunciou que a rede social vai permitir que os usuários dos Estados Unidos possam escolher se querem ver ou não anúncios políticos relacionados a campanha eleitorais na plataforma. Mesmo sendo criticada pelos usuários pela maior possibilidade de espalhar notícias falsas, o Facebook manteve o anúncio e reforçou que haverá a checagem de informações do conteúdo desse tipo de publicação.