Nova Zelândia vence o Covid19 e divulga que não tem mais casos ativos

Primeira-ministra Jacinda Ardern: cuidou do país como uma mãe zelosa.

TAGIL OLIVEIRA RAMOS

Nova Zelândia não é uma ilha como SanLuí do Mará, mas um arquipélago onde vivem cinco milhões de pessoas. Sua vitória sobre o vírus é um marco tão importante quanto o primeiro lançamento tripulado de solo americano da SpaceX.

Nesta segunda-feira (8), o país anunciou que não tem mais casos ativos de coronavírus. Leia bem. A antiga colônia britânica não achatou a curva (ambição dos sanitaristas daqui e arredores). Ela eliminou a curva.

Como? Precisamos aprender rapidamente.

Temos de tirar o chapéu para a primeira-ministra Jacinda Ardern, mulher linda e competente que honra o sexo feminino. Ela cuidou do país dela como uma zelosa mãe cuidaria da família.  

As medidas restritivas foram duras. Mãe Jacinda disse que era para os filhos ficarem no quarto e ninguém saiu. O neozelandês não é só obediente – é racional.

NÃO À POLITICAGEM

Para entender como a NZ conseguiu, um primeiro dado é que os políticos de lá não usaram a pandemia como palanque, ao contrário dos Estados Unidos, por exemplo, e do nosso sofrido e cavernoso Brasil.

Nova Zelândia é o país menos corrupto do mundo. Conseguiu 89 dos 100 pontos, segundo o índice da Transparency International (Transparência Internacional).

Essa é uma indicação clara de que uma nação honesta consegue administrar grandes crises com mais facilidade.

É vergonhoso querer comparar com o Brasil. Nosso espoliado país ficou em 106º lugar no estudo da Transparência Internacional, com a mesma pontuação de 2018 – 35 pontos.

RESULTADOS

Os dados na NZ são levados a sério. O arquipélago do Pacífico Sul, com uma população de cinco milhões de habitantes, registrou 1.154 casos confirmados. Foram registradas apenas 22 mortes.

Jacinda Ardern sabe que não se pode cantar vitória antes do final da partida. Segundo ela, a eliminação da transmissão do vírus é um marco, por enquanto, mas a eliminação não é um ponto no tempo, mas um esforço sustentado.

A partir desta segunda-feira (8), começa a flexibilização do isolamento. Continuam rígidas a vigilância das fronteiras e a entrada de estrangeiros no país.

No resto do mundo, a situação é bem outra. Segundo a universidade americana Johns Hopkins, há 7 milhões de infectados no planeta e o número de mortos pela doença já ultrapassa os 400 mil.