Empresa brasileira é a primeira a produzir respiradores para tratar a Covid-19

Desde as produções, já foram entregues trezentos equipamentos

Trezentos respiradores já foram entregues (foto: reprodução)

Os respiradores nunca foram tão importantes como são hoje. Diante da pandemia causada pelo novo coronavírus, diversos pacientes que contraíram o vírus vêm enfrentando graves problemas respiratórios.

Ao perceberem o cenário caótico ligado à saúde, os ministros da saúde e economia recorreram à multinacional brasileira Weg para para produzirem ventiladores pulmonares para o tratamento da Covid-19.

A figura que mais se dedicou a estudar o funcionamento do pulmão humano a fim de produzir ventiladores não tem nada a ver com a área da saúde, mas é um engenheiro eletricista, Manfred Peter Johann embarcou no desafio e desde março se dedica a realizar um projeto com resultados positivos. Trezentos equipamentos já foram entregues.

950 respiradores para o SUS

Johann explica que o pulmão é um órgão muito complexo e, por isso, o equipamento tem que oferecer ajustes muitos finos, de acordo com vários fatores, como peso e idade. O acordo entre as partes descreve a produção de 1.450 respiradores. Do total produzido, o SUS (Sistema Único de Saúde) deve receber 950 respiradores, os outros 500 serão destinados ao governo de Santa Catarina, onde é situada a empresa que trabalha o produtor dos respiradores.

O diferencial notado na Weg foi sua capacidade produzir os equipamentos que são necessários na produção desses respiradores. Essa foi a principal característica que a levou da Leistung, que precisaria de peças no mercado internacional para a Weg, nisso, a empresa catarinense se destacou como a primeira brasileira na produção de equipamento de saúde mais necessário em todo o mundo hoje.

Cinco áreas fabris foram remodeladas para permitir a criação de novo ferramental, serralheria, novos moldes de injeção plástica e montagem de itens eletromecânicos. Tiveram que estudar bastante porque nunca haviam atuado na área de produtos hospitalares, relata Johann.

Respiradores com peças 70% nacionais

Dos respiradores produzidos, 70% é totalmente nacional, ou seja, produzido pela própria empresa. Mas itens como sensor de pressão e partes eletrônicos são importadas. A Weg fica com a responsabilidade de produzir apenas o equipamento de alta complexidade para uso em UTIs. Foi “criada” uma área somente para a montagem dos ventiladores, sendo importante ressaltar que o processo também inclui o treinamento pessoal. A respeito do valor investido na produção, a empresa manteve em segredo, diz que está contabilizando este saldo.

Os equipamentos entregues são monitorados, a empresa acompanha o status de pedido por meio de relatórios. Segundo Johann, a partir dessas informações eles enviam uma carta a cada hospital que recebe o produto, apresentando e passando informações sobre quem procurar em caso de emergência e futuras manutenções. O executivo esclarece que a empresa já fez estoque de componentes, inclusive os importados, para estar pronta para eventual necessudade de trocar peças.

Prazo final para e entrega dos equipamentos

O prazo final para as entregas estabelecido em contrato é até o fim de julho. Sobre isso, Johann diz que a Weg está pronta para continuar a fabricar ventiladores pulmonares se preciso for. Mas o seu desejo é outro. Ele diz sempre pedir que ninguém mais precise desse equipamento.