iFood destina R$ 25 milhões em iniciativas para entregadores

Por causa da pandemia do novo coronavírus, empresa de delivery estende auxílio de fundos de apoio a entregadores e vai dobrar gorjetas em junho

Foto: Reprodução

O iFood irá destinar 25 milhões de reais para iniciativas de proteção aos entregadores da plataforma de entregas. Esse valor engloba os benefícios já anunciados até agora, bem como a extensão de benefícios até o final de junho.

O Fundo Solidário, destinado aos entregadores que apresentam sintomas da covid-19, oferecerá auxílio financeiro por 28 dias, mais do que os 14 dias recomendados por autoridades de saúde. O valor do fundo será calculado com base no valor recebido pelo entregador em média nos últimos 30 dias, proporcional aos período de 28 dias de desativação do cadastro.

Roberto Gandolfo, vice-presidente de logística do iFood, afirmou em nota que foram muitos aprendizados nesses últimos meses e agora a empresa conseguiu ampliar as medidas de auxílio e proteção para esses parceiros fundamentais.

Há também um fundo de proteção para quem se enquadra no grupo de risco ou quem vive com familiares nesse perfil. Até o final de dezembro, os entregadores que derem entrada neste fundo recebem um valor com base nos repasses dos 30 últimos dias e ainda tem o montante total dobrado.

As gorjetas para o delivery também aumentaram. O iFood já havia aumentado os valores das gorjetas, pagas integralmente aos entregadores, de 1, 3 e 5 reais para 2, 5 e 10 reais. No período de pandemia, os consumidores também estão sendo mais generosos pela plataforma, diz o iFood.

Desde março, os valores das gorjetas foram dobrados pela plataforma, que estendeu o benefício para até o final do mês de junho. Esses valores serão repassados aos entregadores todas a semana e a expectativa é chegar a pelo menos 2,5 milhões de reais em gorjetas — dobrado, esse valor deve ultrapassar 5 milhões de reais.

A plataforma de entregas está batendo recordes de utilização durante a pandemia, pela quarentena e medidas de isolamento social. Nesse contexto, o iFood atingiu recorde de 30,6 milhões de pedidos em março.

Diego Barreto, vice-presidente de estratégia e finanças da empresa, disse que a mudança veio para ficar. Para ele, os serviços digitais começaram a ser usados como uma comodidade, mas viraram essenciais.