Auxílio emergencial tem custo total elevado para R$ 152,6 bilhões

O total de beneficiários já é o equivalente ao triplo do previsto inicialmente pelo governo

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O Ministério da Economia autorizou na última terça-feira (26) o repasse de mais R$ 28,7 bilhões para o pagamento do auxílio emergencial. Dessa forma, a medida de combate da pandemia do novo coronavírus (covid-19) terá o custo total de R$ 152,6 bilhões em três meses.

De acordo com a pasta liderada pelo ministro Paulo Guedes, os ajustes foram necessários porque a demanda pelo auxílio foi maior que o esperado. Segundo o Ministério da Cidadania, cerca de 70 milhões de brasileiros, um terço da população, está apta a solicitar o auxílio.

A liberação extra dos recursos, no entanto, não se refere a uma ampliação do período de cobertura do auxílio. Cada trabalhador poderá solicitar o auxílio por meio do site oficial da Caixa Econômica Federal até a próxima terça-feira (2). Caso seja aprovado, o auxílio permitirá que o beneficiário receba R$ 600 reais (ou R$ 1.200, caso seja mãe e chefe de família) por três meses, com intervalo de 30 dias em cada pagamento.

O novo orçamento para o auxílio é um pouco acima dos R$ 151,5 bilhões divulgados na última semana pelo secretário especial do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. Segundo a Caixa, até a última terça-feira, já haviam sido pagos R$ 70,8 bilhões a quase 57 milhões de brasileiros.

O total de beneficiários já é o equivalente ao triplo do previsto inicialmente pelo governo. Quando a primeira proposta de auxílio de R$ 200 veio à tona, o Ministério da Economia esperava beneficiar de 15 milhões a 20 milhões de pessoas, com um custo total de R$ 15 bilhões. Logo depois, o Congresso aprovou o aumento para R$ 600, e o dobro disso para as mães e chefes de família.