Pandemia vai mudar “drasticamente” os relacionamentos, diz executivo do Tinder

Executivo-chefe do Tinder falou ainda sobre o impacto econômico na plataforma

O coronavírus trouxe diversas mudanças para o mundo. Entre elas, a forma como as pessoas se relacionam. De acordo com o executivo-chefe do Tinder, Elie Seidman, a pandemia teve um efeito “dramático” na maneira como o aplicativo é usado. 

Nesse período de isolamento social, o envolvimento dos usuários aumentou. Dia 29 de março, por exemplo, os usuários fizeram 3 bilhões de matches no mundo todo. Segundo o Época Negócios, esse foi o máximo que o aplicativo já registrou em um único dia.

De acordo com Seidman, houve uma “mudança dramática” nas métricas de comportamento, tornando a vida digital tão importante quando a vida no mundo físico. Essa mudança já havia sido observada, mas a quarentena acelerou esse processo. 

No entanto, as pessoas têm menos dinheiro para gastar devido à recessão. Por causa disso, mesmo com um aumento no número de usuários, o Tinder sai perdendo: apesar de ser gratuíto, sua receita depende de assinaturas premium. Os dados da empresa mostram que a proporção desses usuários pagantes diminuiu com a quarentena.

Em entrevista ao BBC, Seidman afirmou que está preocupado com o que vai acontecer com a economia e com o impacto que isso terá no aplicativo. Ainda segundo ele, será preciso esperar dois ou três trimestres para ver todo o impacto econômico no Tinder conforme a crise econômica mundial se tornar clara. 

Em contrapartida, os dados mostram que as assinaturas voltam a crescer onde as quarentenas estão sendo suspensas. Seidman diz que dá para ver o retorno estado a estado nos EUA, à medida que o pico da crise começa a passar.