Estudo mostra como setores deverão se recuperar no pós-pandemia

Delivery de alimentos e farmácias online crescem, mas aeroporto, hotéis governos terão dificuldades

Um estudo da KPMG listou como os principais setores da economia deverão se recuperar da pandemia. Em um extremo, estão setores como entrega de alimentos e varejo e farmácias online, que estão lucrando durante o isolamento social. No outro extremo, estão aeroportos, hotéis e governos, que estão entre os setores que terão maior dificuldade de recuperação durante recessão. 

A KPMG dividiu as empresas em quatro blocos. O primeiro é chamado de “Crescimento” e é onde estão delivery de alimentos e as farmácias online, cuja tendência é de avanço durante a pandemia, já que são beneficiados pelas demandas do isolamento social. 

O segundo bloco é chamado de “Retorno ao normal”. Nele, estão empresas de serviços financeiros, transporte rodoviário e urbano, agricultura e tecnologia e telecomunicação, vistas como essenciais, mas que vão sofrer com a recessão. Porém, a recuperação é rápida, à medida que se volta a normalidade. 

“Transformar para reemergir” é o nome do terceiro bloco e nele, consta os setores de turismo e lazer, óleo, gás e etanol e mineração e metais. Essas empresas vão se recuperar, mas precisarão de um tempo mais longo, com exigência de reservas de capital para resistir e transformar modelos de negócios de acordo com os novos padrões dos consumidores. 

O quarto e último bloco, chamado de “Reiniciar”, inclui aeroportos, hotéis e governo. Esse setor é o mais problemático, visto que as empresas têm a demanda reduzida, o que gera problemas de insuficiência de capital para enfrentar a recessão. Além disso, tiveram uma má execução da transformação digital.