Fundos imobiliários de shoppings são boa opção de investimento

Pesquisa realizada pela XP revela que 59% dos gestores concordam que fundos imobiliários de shopping center tem maiores oportunidades

XP revela que em meio à pandemia houve aumento de 45% no segmento e as buscas por galpões logísticos só aumentaram (foto: reprodução)

Os fundos imobiliários voltados a shopping centers, no momento, geram as maiores expectativas mesmo diante do período da pandemia. Para 59% dos gestores, mesmo com a crise e cenário duvidoso na maioria dos segmentos, esse é que oferece melhor oportunidade.

Segundo pesquisa realizada pela XP, entre os dias 13 e 19 de maio, com 22 gestores, o segmento supera expectativas, dada a forte correção dos preços nos últimos meses. Os dados revelados foram anunciados em abril, além de shopping centers, aparecem também, com 18% das menções, as lajes corporativas, abaixo dos 25% do mês março.

Aumento de 45% no segmento

Mesmo diante da maior procura de aluguel, gestores de galpões logísticos já confirmaram aumento de 45% no segmento. Com representativos 75% antes do crescimento na busca por galpões estavam os segmentos de lajes corporativas, que agora, chegam a 41%.

O analista de fundos imobiliários da XP, Renan Manda, explicou que, em razão das incertezas do cenário macroeconômico, acredita que muitas negociações de aluguel e novas locações em lajes corporativas podem ser postergadas até que haja maior cenário.

Por outro lado, Manda ressalta que houve aumento da demanda por galpões logísticos bem localizados e de alta qualidade pelas empresas com serviços em funcionamento como as companhias de e-commerce e supermercados.

64% dos gestores concordam que os fundos imobiliários estão baratos

Mesmo que 85% do percentual de alugueis em abril tenha caído, 64% dos gestores consultados concordam que os fundos imobiliários estão baratos. 27% relatam que preços estão justos, enquanto 9% dizem ter achado caros, ante 5% e 10%, na última pesquisa.

O cenário econômico para o segmento é promissor, mas ainda existem fatores que deixam dúvidas como, por exemplo, a questão do home office despertado durante a pandemia. Trabalhar em casa diminui o número de funcionários que precisam ocupar um galpão alugado.

Em relação a isso, Manda opina e diz que o aumento do trabalho remoto levaria a uma necessidade menor de espaços físicos, a adoção de medidas preventivas de segurança e saúde do funcionário implicaria maior demanda de área, com maiores distâncias entre mesas de trabalho e funcionários, por exemplo.

A XP revelou, segundo levantamento, que 50% dos gestores acreditam que esses dois efeitos devem se balancear e não implicar grandes mudanças na demanda, que terá maior concentração em São Paulo, nas regiões da Vila Olímpica e da Av. Paulista, 14% afirmam que o cenário possui pouca visibilidade, 9% esperam menor demanda por espaço físico e 5% dizem que a procura está aumentando.

Expectativas para o Ifix 2020

Em relação ao Ifix para este ano, a XP revelou que 41% dos gestores acreditam que até o fim de 2020, haja desempenho entre queda de 10% e estabilidade, equiparados a março. Em contrapartida, 32% dos gestores acreditam em uma alta de até 10% dos fundos imobiliários em 2020, frente a 20% dos gestores em abril.

De acordo com 32% dos entrevistados, pós pandemia, 77% dos gestores acreditam na recuperação imediata dos fundos dos galpões logísticos, juntamente com o segmento de recebíveis imobiliários. O último levantamento apontava que 35% apostavam nos fundos de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e apenas 10% nos galpões.