Conheça o Tubaína, refrigerante de SP segmentado para classes baixas

Visto como item de consumo de pessoas de baixa renda, o refrigerante nasceu no interior de São Paulo

No começo desta semana, o presidente Jair Bolsonaro fez uma piada em relação ao uso da cloroquina, citando o Tubaína, refrigerante típico de São Paulo. “Quem for de direita toma cloroquina. Quem for de esquerda toma tubaína”, disse o presidente. 

Visto como item de consumo de pessoas de baixa renda, o refrigerante nasceu no interior de São Paulo, no final do século 19, a partir de uma bebida feita com fruto de guaraná e com extrato de tutti-frutti. O nome nasceu como marca, mas com o tempo, tubaína passou a ser usado como sinônimo desse tipo de produto. 

Segundo reportagem da UOL, até hoje, há, na justiça, uma discussão sobre a utilização do nome tubaína e em 2018, o Superior Tribunal de Justiça reforçou que o nome é de uso comum, servindo para designar refrigerante de marca sem grandes expressões no mercado, voltada para públicos de menor poder aquisitivo.

O guaraná Jesus, do Maranhão, por exemplo, também é uma “tubaína”. Ainda de acordo com a UOL, quando o guaraná Jesus foi levado a mercados de outros estados, a companhia tentou dar um ar “premium” à bebida. 

Críticas a Bolsonaro 

A Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras) divulgou nota para repudiar a piada do presidente. A entidade defendeu que “o governo, em vez de politizar o uso do medicamento, deve acabar com as regalias fiscais milionárias concedidas a multinacionais de bebidas na Zona Franca de Manaus, para amenizar o momento de crise econômica agravada pela pandemia no país”.