Receita de anúncios digitais cresce na crise

Marcas estão usando peças publicitárias que geram cliques e vendas rápidas

Longe de ameaçar Google e Facebook, a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus fortaleceu a publicidade online. Na semana passada, as ações das empresas deram um salto após terem divulgado receitas que mostram que os anúncios vão bem, derrubando o medo dos investidores de um colapso no setor. 

Durante esse período de pandemia, em vez de peças mais chamativas e inesquecíveis – comuns na TV e em revistas -, os anunciantes estão fazendo campanhas “de resposta direta”, que geram cliques e vendas rápidas. Essa campanhas estão ficando cada vez mais atraentes com a queda do preço dos anúncios. 

De acordo com o diretor financeiro do Facebook, David Wehner, houve uma redução de parte da publicidade de marca de tipo mais amplo neste momento e um maior foco em ações que estão puxando resultados diretos. 

Segundo um levantamento feito pelo Interactive Advertising Bureau no fim de março, 75% dos anunciantes e compradores de mídia achavam que o impacto pandemia na publicidade seria pior que do que na crise financeira de 2008 e que 25% deles já estavam suspendendo temporariamente todas as campanhas que podiam. 

As pessoas estão usando os aplicativos por mais tempo, logo, o volume de espaços de publicidade para as agências disputarem cresce. Porém, a maior oferta diminuiu os preços dos sistemas de leilões. O preço dos anúncios do Facebook caíram 16%, enquanto o Twitter teve um recuo de 19% do “custo por contratação”. 

Porém, segundo o Valor Econômico, apesar da demonstração otimista por parte do Google e Facebook, as perspectivas continuam incertas para qualquer empresa impulsionada por publicidade durante a recessão.