Nanopartícula elimina o Covid-19 de roupas e superfícies

A empresa catarinense TNS desenvolveu o produto que batizou de Protec-20

Produto criado por empresa catarinense elimina 99,999% do vírus das roupas usadas por médicos em hospitais (foto: reprodução)

Manter a higiene em tempo de pandemia é essencial à preservação da vida. É recomendado e, em alguns locais, se tornou obrigatório o uso de máscaras, mas além disso, é primordial manter as roupas sempre limpas, uma vez que o novo coronavírus pode ficar por horas nelas.

Uma empresa catarinense desenvolveu um produto que auxilia no combate à Covid-19, a TNS produziu a substância Protec-20 que, de acordo com a fabricante, tem eficácia de até 99,999% contra vírus envelopados.

Reforço para a linha de frente

À linha de frente, essa novidade é um grande passo, a substância promete manter limpos os jalecos, máscaras, lençóis e quaisquer outros tipos de superfícies nos hospitais. A maior importância de usar o produto é sua alta capacidade em eliminar o vírus Sars-Cov-2. A Protec-20 age diretamente em eliminar bactérias propagadoras em potencial do agente infeccioso.

Produzido com tecnologia de nanopartícula de prata, o uso é aplicado na fiação ou no tingimento da roupa. Por serem usadas durante muitas horas, o cuidado com a lavagem deve ser redobrado. Essa é a ideia do produto criado pela TNS, assim que usado nas roupas, permanece ali por até 20 lavagens, no mínimo e, no máximo, pode manter a higiene dos tecidos até 70 lavagens, dependendo da quantidade de substância usada.

0,15% de aplicação nas substâncias

Gabriel Nunes, diretor-geral da TNS explica que a nanopartícula não é comercializada diretamente ao público, já que se trata de um produto concentrado aplicado durante processos industriais de fabricação. No tingimento, por exemplo, usa-se 0,15% da substância na solução total para realizar o procedimento.

Países como Colômbia, Chile e Austrália já utilizam amostras da nanopartícula de Protec-20. Os próximos passos giram em torno de ampliar os produtos que podem usar a substância, 40% das vendas diz respeito à indústria têxtil, mas fabricantes de máscaras, filtros de ar, polímetros, aventais médicos, cortinas, tintas e outros que também já usam a novidade. Nunes ressalta que uma empresa que fabrica sacos para embalar cadáveres também já adquiriu a fórmula.