Conheça as medidas que os gestores de fundo tomam para para driblar a crise

Gestores de fundo tiveram que buscar proteção e internacionalização das carteiras

A crise economia provocada pelo novo coronavírus e a instabilidade política provocada pela saúde de Sérgio Moro do Ministério da Justiça estão pressionando os ativos no mercado financeiro. Com o cenário, os gestores de fundo estão tendo que tomar atitudes para tentar driblar as perdas. 

Segundo o relatório realizado pelo Exame Research, a estratégia mais adotada pelos gestores de fundo de fundo foi buscar proteção e internacionalização da carteira para evitar a concentração do risco-Brasil. A Exame analisou ainda as estratégias adotadas pelos fundos de ações, macro (multimercado) e crédito privado. 

No caso dos fundos de ação, segundo a Exame, houve uma redução de posições em empresa que sofrem um impacto maior com a incerteza política – por exemplo, estatais. Com empresas que sofrem menos com esse fator, houve aumento de exposição. 

Por causa da valorização do dólar, os gestores têm elevado exposição na carteira ações de empresas exportadoras. Os papéis dos bancos e as empresas de proteína também lideram as indicações, além de empresas de telecomunicação. 

Entre os fundos com estratégia macro, o relatório da Exame mostra que gestoras preferiram ativos líquidos, o que possibilita o desmonte de posições no caso do agravamento da crise e aumento de exposição em títulos e ações de outros países. 

A Exame Research mostrou ainda que, em relação aos fundos de crédito privado, esse tipo de investimento sempre foi analisado de modo errado como imune ao risco. Porém, não é porque o produto está na renda fixa que ele é livre de riscos. 

Segundo a Exame, os gestores, então, estão alterando as metas de retorno dos fundos de crédito privado, em vez de utilizar a visão expressa como uma percentual do CDI, já alguns fundos estão perseguindo um guidance expresso em CDI+. 

Em relação à diversificação internacional, o estudo mostrou que a maioria das limitações regulatórias de produtos com ativos no exterior está destinada ao investidor qualificado (ou seja, aqueles com mais de 1 milhão de reais em investimentos). Entretanto, existem algumas outras possibilidades como, por exemplo, o ETF de S&P 500 e BDR (Brazilian Depositary Receipts).