Um desafio na luta contra a disseminação do covid-19 é receber dados de qualidade, para identificar o número de infectados e as regiões por onde se propaga o novo coronavírus.

O chamado “País Facebook”, atualmente com mais de 2,27 bilhões de perfis registrados, está sendo usado para dar ao governo informações valiosas sobre possíveis índices de contaminação.

Nos Estados Unidos, o Facebook passará está contribuindo com pesquisadores para monitorar os números de infectados e avaliar o avanço da pandemia.

Pesquisa da Carnegie Mellon

Como forma de cooperar com a sociedade, pesquisadores americanos da Universidade Carnegie Mellon usaram a rede social para coletar respostas de pessoas em várias regiões dos EUA.

O questionário aos entrevistados se baseava em quais sintomas eles apresentavam, identificando se a pessoa tinha febre, tosse, falta de ar ou perda de olfato, sintomas associados à covid-19.

A pesquisa conta com a contribuição Facebook, mas o resultado das respostas dos entrevistados não estão acessíveis nas rede social.

O propósito da iniciativa é diagnosticar esses sintomas e levar aos profissionais de saúde a prever propagação da doença e, consequentemente, achatar a curva com a prevenção e um possível indicador do números de contaminados.

Descobertas iniciais

As respostas obtidas com a pesquisa prometem grandes resultados, a Universidade Carnegie Mellon recebeu, no último dia 20, relevantes dados que possibilitam as descobertas iniciais para uma recuperação mais breve.

Com os dados recebidos e avaliados, os próximos passos são voltados à identificação dos próximos locais com maior chance de ter um grande número de doentes, a partir daí, é necessário iniciar o processo de reverter esse caso, evitando que os números de infectados realmente cresça.

Alguns números obtidos já mostravam locais com um percentual de pessoas apresentando os mesmos sinais de quem tem a Covid-19. Em Nova York, por exemplo, a estimativa é de que 2% a 3% das pessoas relataram os sintomas. Com os dados revelados, o Facebook produziu seu primeiro relatório e novos mapas interativos, que planejam atualizar diariamente durante a pandemia.

Pesquisa compartilhada

A intenção é que a pesquisa não fique apenas em um local, mas seja distribuída globalmente. Para que outros países recebam a pesquisa, o Facebook fez parceria com a faculdade da Universidade de Maryland e a tecnologia, por meio de aplicativos, também recebe prioridade.

Quanto mais amplas as possibilidades de identificar regiões com maior probabilidade de infecção, é mais fácil aderir métodos de prevenção. Um outro canal que contribui para esses fins são novos mapas de prevenção de doenças. Esses já são métodos usados pela Ásia, Europa e América d Norte.