Saúde aprova pesquisa com o vermífugo Annita para combater covid-19

O vermífugo é apontado como o remédio "secreto" do ministro Marcos Pontes

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes.

No início desta semana, a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão do Ministério da Saúde, aprovou o desenvolvimento de uma pesquisa com a nitazoxanida 600 mg para o tratamento de pacientes com covid-19. 

A droga, conhecida pelo nome Annita, é um vermífugo, apontado como o remédio secreto mencionado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Nesta quarta-feira, o ministro afirmou que o governo iria testar um remédio secreto contra a doença. 

O nome da substância não teve seu nome revelado para, segundo o Marcos Pontes, “evitar uma correria em torno deste medicamento”. 

Testes com Annita 

Os testes com Annita serão realizados no Hospital Vera Cruz, em Campinas, uma das unidades da holding Hospital Care. A patrocinadora do estudo é o laboratório Farmoquímica, que fabrica o medicamento. 

O estudo terá 50 participantes com covid-19 em estado não crítico. Uma parte dos doentes vai receber nitazoxanida 600 mg e outra parte, um placebo. São 21 dias por participante, sendo 7 dias de tratamento acompanhado e 14 dias de follow-up clínico. A previsão é que o estudo seja concluído em setembro deste ano.

O remédio secreto 

De acordo com Marcos Pontes, os testes in vitro com o remédio secreto foram realizados pelo Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, em Campinas. Ainda segundo ele, a partir deste mês, o medicamento será testado em 500 pacientes em sete hospitais das Forças Armadas. 

Em entrevista coletiva, o então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que Pontes tratou com ele sobre o vermífugo, que se provou eficiente in vitro. 

Segundo o site da UOL, todas  as informações disponibilizadas por Pontes e Mandetta apontam para a nitazoxanida e, na própria quarta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) incluiu a nitazoxanida na lista de remédios controlados.

Médicos alertam que o fato de ser eficaz in vitro não significa que funcionará no corpo humano e que não se deve fazer automedicação com Annita.