Israel utiliza tecnologia para rastrear infectados por coronavírus

País adotou medida para diminuir contaminações por covid-19.

o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu

Recentemente, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aprovou uma medida polêmica: a agência nacional de segurança pode rastrear os celulares da população em meio à pandemia para procurar infectados ou casos suspeitos. A decisão visa diminuir contaminação por covid-19. 

O governo reconheceu que as medidas representam um certo grau de violação da privacidade das pessoas; contudo, afirma que é uma ferramenta eficaz para localizar o coronavirus.

Com esse método, a polícia, sob supervisão do Ministério da Justiça, fica livre para monitorar o movimento dos infectados que ainda não se apresentaram nos hospitais, além de alertar aqueles que tiveram contato com o doente. No entanto, há limitações na duração e no uso das informações coletadas. 

Até o início de abril, apenas cerca de 17% dos israelenses tinham o aplicativo. O governo, todavia, quer garantir que todos baixem, principalmente porque prevê que as pessoas voltem a trabalhar normalmente esse mês ainda. 

Oposição

A autoridade de Proteção à Privacidade do país se opôs à medida, afirmando que era uma medida extrema. Além disso, o líder do partido pacifista de Meretz, Nitzan Horowitz, exigiu a anulação, afirmando que monitorar cidadãos com a ajudade de banco de dados e tecnologia sofisticada poderia resultar em uma violação grave da privacidade e das liberdades civis básicas. 

O escudo

Segundo o ministério da saúde, cerca de 1,5 milhão de israelenses baixaram um aplicativo batizado de “HaMagen”, nome hebraico para o escudo. Os dados pessoais e de localização dos usuários permanecem em seus telefones, não estando disponíveis para outras pessoas. Por causa disso, os desenvolvedores do aplicativo não podem rastrear indivíduos sem seu conhecimento.