“Não Demita!” reúne empresários que decidiram não demitir funcionários durante a pandemia

Daniel Castanho, presidente do conselho e um dos fundadores da Ânima Educação faz parte do movimento

Movimento "Não Demita!" (foto: reprodução)

Durante a pandemia pelo causada pelo novo coronavírus, diversas empresas vêm levantando a questão de um grande “furo” econômico caso as medidas de proteção prolonguem o fechamento de vários estabelecimentos no Brasil.

Quem também defende a reabertura de estabelecimentos o mais breve é Daniel Castanho, presidente do conselho e um dos fundadores do grupo Ânima Educação. Daniel, do seu ponto de vista como empresário, diz que se as empresas e governantes adotarem um pensamento “mesquinho” durante a crise deixarão de existir em um futuro próximo, no mundo pós-pandemia do coronavírus.

“Não Demita!”

A “bandeira” levantada e defendida por Daniel e outros empresários recebeu o slogan de “Não Demita” que, apesar de preferir o rápido funcionamento de empresas, considera o trabalhador como ponto crucial em empresas e, por isso, foi um daqueles que defende a não demissão de funcionários durante este período.

Além da economia, a saúde é um fator de extrema importância, logo que anunciadas as medidas de isolamento social, nomes como Luciano Hang, da Havan, Junior Durski, do da rede de restaurantes Madero, Roberto Justus e Jair Bolsonaro, atual presidente da república.

Economia balançada

Fecham-se as portas e as empresas param, consequentemente para a economia, todavia, abrem-se as portas e, quem sabe, o número de mortos aumenta, assim, a quantidade de trabalhadores é reduzida, portanto, a economia é impactada da mesma maneira, defende Castanho.

O movimento “Não Demita!” conta com a participação de Ricardo Lacerda, do banco de investimento do BR Partner, Rubens Menin, da MRV e Eugênio MAttar da Localiza. O principal acordo entre os empresários, por enquanto, é evitar demissões.

Após algumas conversas, a maioria deles entrou em consenso que seria prejudicial tanto para a economia quanto para os seus negócios que houvesse demissões neste momento. A pretensão é “segurar” essa decisão até maio. O empresário não consegue ter controle do que está acontecendo, se trata de um vírus que não avisa quando vai embora, a solução, por enquanto, é dar um passo de cada vez para que até setembro esteja tudo voltando ao eixo normal.

Movimento apartidário

O que mais preocupa o grupo de empresários é a realidade pós-pandemia. É a situação do país logo que acabar isso tudo. Eles acreditam que para pensar em economia, é necessário continuar com o isolamento. O grupo de empresários ressalta que o movimento não defende lado, é totalmente apartidário.

Sobre o cenário econômico quando a pandemia acabar, Castanho explica que de repente pode haver um resgate no último trimestre deste ano, mas serão momentos muito complexos, sem dúvida nenhuma, nos próximos 180 dias. De recessão, de desemprego.

Para ele, as empresas não podem mais pensar na visão para esse trimestre. Tem que pensar com uma visão mais de longo prazo, em 12 meses. Quem estiver pensando em curtíssimo prazo pode até conseguir salvar um pouco no curto prazo, mas depois, daqui a 12 meses, vai ter um impacto muito maior. Quem demitir agora para salvar um pouco de caixa, num prazo um pouco maior, não vai sobreviver.