Com o crescimento do comércio eletrônico, rede de coleta facilita entregas

A Kangu facilita entrega de produtos vendidos por lojistas de bairros

A Kangu facilita entregas em meio a pandemia (foto: reprodução)

Num momento em que a aproximação e contato físico são tão temidos e evitados, o setor do ecommerce enxerga uma ótima ótima oportunidade de crescimento, com isso, a Kangu, rede de pontos de coleta para o ecommerce chega ao mercado com uma novidade chamada de seed money. A empresa pretende, num futuro próximo, expandir para outros.

Sabe aqueles lojistas de bairros que vendem todos os tipos de produtos? São esses comerciantes que fecham parceria com a Kangu e, por meio disso, passam a entregar produtos pedidos por clientes de toda região. A forma de pagamento destes entregadores é baseada em cada entrega feita por eles, ou seja, eles recebem comissão por cada entrega.

Investidores diversos

Kangu é uma empresa que trabalha com ajuda de investidores diversos, entre eles, são alguns físicos, como Américo Pereira Filho, o ex presidente da FedEx no Brasil, além do fundo de venture capital argentino que já investiu na Cargo X e na Amaro.

A Kangu não opera há tanto tempo, mas mesmo assim, com menos de um ano em operação, já atende mais ou menos 400 operações de ecommerce, dentro dessa estimativa estão pequenos lojistas a grandes players do setor. São Paulo já conta com mais de 700 pontos de coletas.

O cofundador da marca, Ricardo Araújo, disse em entrevista cedida ao Brazil Journal que o insight que tiveram é o que já existia uma infraestrutura pronta de logística nas grandes cidades. O que faltava era integrá-la à cadeia e fazer toda a gestão. A Kangu está simplificando a logística; ao invés de fazer 200, 300 paradas, o entregador faz só dez.

Pontos a serem superados em relação a outras empresas

Alguns lojistas encontram dificuldades em três pontos ligados a algumas empresas, o horário comercial, que a maioria das pessoas não estão em casa, dificulta a entrega de produtos, logística reversa e falta de acesso dos pequenos sites de ecommerce aos grandes provedores logísticos, esses são pontos que a Kangu busca equilibrar e se diferenciar dentro do mercado de entregas.

A Kangu já chegou ao breakeven, uma vez que o modelo tem custos baixos, mas precisa de capital para acelerar sua expansão. Os próximos locais que a empresa pretende chegar são os estados do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Florianópolis e Vitória até o fim do ano.