Tecnologia oferecida gratuitamente por empresas contribui para o combate à pandemia

Um exemplo de empresa que passa a trabalhar com esse novo sistema tecnológico é a In Loco

André Ferraz, sócio-fundador da In Loco (foto: reprodução)

Desde que passou a ser considerada a maior inimiga mundial, a Covid-19 tem sido motivo para diversas empresas se unirem em prol do combate à doença. Com resultado bastante positivo nas últimas semanas, a China testou métodos que surtiu grande efeito positivo, resultando na diminuição casos de 15 mil para 45, até o último sábado (28).

Entidades brasileiras entraram na corrente e já oferecem tecnologias possíveis de detectar infectados e reduzir a propagação do novo coronavírus. O mais importante é ressaltar que essas tecnologias estão sendo oferecidas gratuitamente.

In Loco

Um exemplo de empresa que passa a trabalhar com esse novo sistema tecnológico é a empresa sediada em Recife, a In Loco. Atuando por meio de algoritmo, é possível o acompanhamento intenso e seguro de alertar às pessoas quando estiveram próximas de pessoas com o vírus, facilitando na mais rápida quarentena e menor transmissão.

Wi-Fi e bluetooth

André Ferraz, sócio-fundador da In Loco declarou que usaram dados de sensores presentes em smartphones, como os de Wi-Fi e bluetooth. Com isso, o modelo de localização é 30 vezes mais preciso que o GPS.

A tecnologia também permite à pessoa que esteve próximo de quem havia contraído o vírus, saber por quais locais determinados ela esteve. Ferraz relata que, atualmente, 60 milhões de smartphones carregam algum app com o algoritmo da in Loco e seus proprietários deram permissão para ter sua rotina acompanhada.

Monitoramento de casos por bairro

O método de controle usado pela prefeitura de Recife é monitorar os casos por bairro. Eles averiguam a quantidade de infectados e inicia a fase de isolamento social naquele local. Esse processa contribui com a possibilidade de identificar o trânsito de pessoas na rua e a necessidade de providências mais sérias.

Seria possível alertar o consumidor que uma farmácia está cheia e mostrar que estabelecimentos próximos estão mais vazios. Ou avisar equipes médicas que um hospital está lotado, e que os pacientes precisam ser levados para outra unidade, esclarece Ferraz.

CyberLabs

Outro local que passará a usar esse mesmo tipo de tecnologia é a CyberLabs, empresa de inteligência artificial, localizada no Rio de Janeiro. O objetivo é cooperar no processo de isolamento social e não foi cobrado nada para uso deste sistema.

Marcelo Sales, fundador e diretor-presidente da companhia afirmou que desenvolveram todos os produtos pensando no mercado brasileiro com características como câmeras de baixa resolução e internet lenta. Ele acrescentou, ainda, que nas próximas semanas a CyberLabs planeja apresentar um software voltada uma etapa mais complexa de combate ao vírus.

O QRCode será um ponto de acesso a determinados locais, por exemplo, assim que qualquer pessoa chegar a um edifício, precisará apontar seu celular para um código usado por aquele local e só poderá entrar ali caso não tenha sido identificado indícios de contágio. Sales esclarece que a Prefeitura de São Paulo está avaliando os termos de cooperação. A CyberLabs também já iniciou as conversas com o estado de Goiás.