Conheça as estratégias usadas por países que registram os menores índices de morte pelo coronavírus

Alemanha e Coreia do Sul estão entre os locais com menos mortos pelo coronavírus

Cingapura faz uso de aplicativo "detetive" para identificar infectados (foto: reprodução)

O mundo vem sentindo o impacto do novo coronavírus desde seu período inicial, alguns países já apresentam os maiores índices de mortalidade não vistos desde a Segunda Guerra Mundial, por exemplo. Alguns locais apresentam resultados assustadores, entretanto, alguns países mostram maneiras que usaram para não atingir total descontrole sobre o vírus.

As decisões tomadas em alguns locais vão de brandas a mais severas, com isso, eles vem apresentando os melhores resultados na paralisação do vírus. Entre as estratégias tomadas estão na massificação dos testes de vírus, extremo isolamento social, quarentenas localizadas e monitoramento da população mais vulnerável.

Alemanha: o país apresenta o menor número de mortos comparados a outros países

O país vem se mostrando bastante eficiente em operar métodos que evitem o vírus de se propagar e gerar caos aos alemães. Se comparados a locais como Espanha, Itália ou Reino Unido, a Alemanha sai bastante à frente e tem um número menor de vírus fatais. Comprovando que medidas corretas conseguem reduzir a quantidade de mortes pelo novo coronavírus.

Quem administra o cuidados com as medidas protetivas é o Instituto Robert Koch de Virologia, que relatou à BBC que embora não saibam o motivo exato, a verdade é que recomendam, a partir do momento em que ficam sabendo da emergência, expandir o número de exames entre a população e, assim, reduzir a possibilidade de contágio.

A rapidez em identificar a presença do vírus pode ser a responsável por evitar maior contágio, autoridades alemãs afirmam ter a capacidade de realizar 160 mil testes de diagnóstico por semana. A Alemanha não usa o método de testagem apenas para os pacientes que apresentam sintomas mais severos, o país garante teste para todos que forem aos locais de testagem, com isso, descartam um maior número de pessoas que podem infectar outros.

Japão: atenção aos grupos vulneráveis mas sem recorrer ao isolamento social

O Japão, mesmo sendo um país pertencente ao continente asiático não aderiu ao isolamento social por completo. A preocupação das autoridades japonesas voltaram-se aos grupos considerados vulneráveis. Por conta do país ter um número alto de consumo de tabaco e ter, em sua maioria, pessoas com mais de 65 anos, o perigo seria eminente, mas ainda sim os números de infectados são considerados baixos.

A população não aderiu a isolamento, o que tem sido respeitado pelos japoneses durante essa pandemia é o distanciamento. O país também tem agido com rapidez quanto aos testes e identificação dos infectados, com isso, é redobrada a atenção com os “grupos de contágio”.

A única maneira de lidar com qualquer pandemia é testar e isolar.E muitos países não ouviram. No Japão, eles estão desesperados para rastrear os infectados. E estão indo em termos de identificar e isolar os grupos doentes, declarou Kenji Shibuya, diretor do Instituto de Saúde da População do King’s College, em Londres.

Cingapura e os detetives do vírus

Os métodos mais usados e conhecidos entre a população mundial varia entre se manter isolado e realizar os testes para identificar o vírus, mas a Cingapura foi além, a fim de evitar o caos vivido por outros países, o país usou detetives para descobrir onde o vírus estava no país.

A tecnologia contribui de forma bastante positiva com o procedimento usado pelo país, com um método de rastreamento, o país tem conseguido controlar a propagação do vírus no local. Com esse sistema de monitoramento, é possível identificar os contaminados e aqueles que estão próximos do paciente com o vírus.

Com esse serviço é possível identificar e manter em isolamento o indivíduo que foi infectado. Em tese, um motorista que tem o vírus, é informado disso, além dele, todos os passageiros que estiveram por perto durante os últimos dias serão informados por meio de mensagens que podem ter contraído o novo coronavírus.

Itália: cidades que estão evitando maior propagação do vírus

Após um grande número de mortes causadas pelo vírus, no epicentro do Covid-19, a Itália viu uma pequena luz no fim do túnel. Vo ‘Euganeo passou a permitir testes para todos aqueles que quisessem o realizar, passo importante para a queda no número de transmissão e progressão do vírus.

Após a decisão de testagem para todos, foi possível identificar os infectados e mantê-los em isolamento, evitando mais transmissões. Em declaração à BBC Mundo, Andrea Crisanti, professor de Epidemologia e Virologia do Hospital da Universidade de Pádua, que eles conseguiram com esse novo método diagnosticar quase todas as pessoas desta cidade italiana.

Ele ainda acrescentou que demonstraram cientificamente que o período de incubação do vírus é de duas semanas e que qualquer estratégia de contenção deve levar em conta o alto número de positivos assintomáticos.

Coreia do Sul: estratégia inteligente para evitar mais mortes em meio à pandemia

Outro país asiático que mostrou maior eficiência no combate ao vírus em comparação à China, sua vizinha. O motivo para números baixos de mortes se dá a quantidade de testes que é oferecida aos habitantes.

De acordo com o governo sul-coreano, são realizados, em média, 10 mil exames diariamente. Com os testes, é possível identificar o maior número de infectados, resultando em um maior número de isolamento social e menor propagação da doença.