Amazon remove quase 4 mil vendedores por preços abusivos

Máscaras de proteção e álcool 70% estavam sendo vendidos no site, em alguns casos, com preços mais de 2.000% mais caros

Foto: Reprodução

A megavarejista Amazon dos Estados Unidos anunciou que retirou mais de meio milhão de ofertas e suspendeu mais de 3.900 contas de vendas por violar suas políticas de preços justos. A empresa afirmou que está implantando uma equipe dedicada para identificar e investigar produtos de “preço injusto” que estão em alta demanda, como máscaras de proteção e álcool 70%.

A Amazon afirmou ainda, por meio de um comunicado, que está compartilhando informações proativamente com procuradores gerais e reguladores federais sobre vendedores que suspeitam terem praticado uma flagrante apreensão de preços de produtos relacionados à crise do covid-19. Desde que o surto aumentou, ocorreu uma corrida para comprar alguns produtos.

Segundo comunicado emitido pela empresa, as contas eliminadas inflaram de forma artificial os preços de itens sanitários a fim de lucrar excessivamente com a venda de produtos como frascos de álcool 70%, lenços umedecidos, máscaras de proteção e papel higiênico. Algumas pessoas também tentaram vender produtos a preços inflacionados no eBay e outros sites.

Um pacote com 20 máscaras fabricadas pela 3M, mas vendidas por um revendedor não autorizado, estava disponível por US$ 387. O preço normal de varejo é de US$ 14,99. Um pacote de 24 frascos de desinfetante para as mãos Purell, de 59 mililitros, normalmente vendido por menos de US$ 10, era oferecido a US$ 400. Os produtos estavam sendo vendidos com preços mais de 2.000% mais caros.

Com o número de casos confirmados em alta nos EUA, em particular no estado natal da Amazon, Washington, o impacto do coronavírus começa a ser sentido em várias áreas do vasto império da Amazon. O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva para impedir a acumulação e aumentos de preços dos suprimentos.