Grupo dos 20 países mais ricos vai injetar U$ 5 trilhões na economia

A medida visa diminuir os impactos econômicos do novo coronavírus e auxiliar trabalhadores, empresas e o sistema de saúde

Em uma reunião virtual nesta quinta-feira (26), líderes das maiores economias do mundo se encontraram para discutir os efeitos econômicos do coronavírus. Deve haver uma injeção de US$ 5 trilhões (cerca de R$ 25 trilhões) na economia global de modo a proteger trabalhadores, negócios e saúde. 

De acordo com documento divulgado após a reunião, os países estão “injetando mais de US$ 5 trilhões na economia global, como parte de política fiscal direcionada, medidas econômicas e esquemas de garantia para combater impactos sociais, econômicos e financeiros da pandemia.”

Os líderes também disseram que vão aumentar o financiamento para que pesquisa encontre uma vacina e fortalecerão a cooperação científica internacional. 

Estados Unidos 

Nesta quarta-feira (25), o senado dos Estados Unidos aprovou por unanimidade (96 a 0) um pacote para injetar US$ 2 trilhões na economia para diminuir as consequências ecômicas da pandemia do novo coronavírus. A medida será votada pela Câmara dos Representantes na sexta-feira (27) antes de ir à sanção do presidente dos Estados Unidos Donald Trump

O pacote, que tem um valor equivalente a R$ 10, 2 trilhões de dólares, pretende remunerar diretamente a maioria dos americanos, além de ampliar os benefícios de seguro-desemprego. Também contém um programa para que pequenas empresas possam remunerar funcionários que precisam ficar em casa. 

Segundo a agência Reuters, o plano deve ter ainda US$ 100 bilhões para ajudar hospitais e sistemas de saúde, junto com dinheiro adicional para outras necessidades ligadas a saúde. Além disso, terá US$ 150 bilhões para ajudar governos locais e estatais a combaterem o surto. 

Nesta terça-feira (24), a Organização Mundial da Saúde informou que está havendo uma aceleração muito grande no número de casos de COVID-19 nos EUA, o que representa um potencial para o país se tornar o novo epicentro da doença.