Estudantes criam maçaneta autolimpante

Simon Wong e Michael Li, estudantes da Universidade de Hong Kong desenvolveram o objeto a fim de facilitar a proliferação de germes e bactérias

O objeto possui em sua composição dióxido de titânio (foto: reprodução)

Num cenário no qual a higiene e cuidados básicos precisam ser redobrados, estudantes da Universidade de Hong Kong desenvolveram uma maçaneta autolimpante para banheiros públicos. A novidade criada por Simon Wong e Michael Li, de certa forma, é baseada não somente no surto da Covid-19, mas quando crianças, os dois presenciaram o terror vivido pelo vírus H1N1.

O que motivou os jovens na criação do projeto foi a situação vivida hoje, por todos os países do mundo, e se tornou uma “extensão” do que eles sentiram na pele e aguçou o desejo de criar um objeto que auxilia e facilita nos cuidados básicos para diminuir casos de contágios.

À época – meados de 2003 – cerca de quase 800 pessoas morreram e 8 mil foram infectadas pela Sars (síndrome respiratória aguda grave). O epicentro do vírus também foi o continente asiático, mais precisamente a China e Hong Kong. Atualmente, o cononavírus já se espalhou por todos os continentes do mundo e foi o causador de milhares de mortes em diversos países.

Como funciona a maçaneta autolimpante

O fato mais importante é a quantidade de bactérias e germes exterminados, cerca de 99,8%, o que significa que sua eficácia pode zerar a incidência de contaminação. Ao ser manuseado, o objeto ativa uma luz ultravioleta por meio de um gerador interno que se dá em decorrência dos componentes usados nela, a maçaneta é revestida com pó de dióxido de titânio.

Além de ser usado em maçanetas, vale ressaltar que o mesmo conceito pode ser usado, por exemplo, em corrimão de escadas rolantes e telas sensíveis ao toque, processo que ajuda a proliferação germes e bactérias contaminarem quem precisa manusear esses objetos.

O projeto criado por Simon e Michael foi premiado ao ser julgado no James Dyson Award 2019.