Uber tem queda de 70% devido ao coronavírus, mas Uber Eats cresce

A informação foi dada pelo presidente Dara Khosrowshahi

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O segmento de transporte da Uber está sofrendo um declínio de 70% nas áreas mais afetadas pela pandemia do novo coronavírus. Por outro lado, a empresa registrou maior crescimento no Uber Eats. A informação foi dada pelo presidente Dara Khosrowshahi ao canal americano CNBC.

O executivo disse que em algumas cidades muito afetadas pela doença, como Seattle, nos Estados Unidos, o número de viagens caiu de forma considerável, mas a empresa garante que está pronta para enfrentar até mesmo o pior cenário, de queda de 80% na demanda pelo resto do ano. No Brasil, os lugares mais afetados são São Paulo e Rio de Janeiro, dois dos principais mercados da companhia no país.

As ações da Uber subiam quase 35% após a CNBC informar que a empresa tem dinheiro de sobra em caixa para atravessar a crise do ​coronavírus e está vendo o crescimento em diversas de suas divisões, conforme a demanda por corridas cai. Apesar da recuperação, as ações valem a metade da cotação da oferta pública inicial, de US$ 42. No ano, as perdas são de 31%.

A empresa adotou medidas como o congelamento nas contratações e cortes em marketing e recrutamento, que geraram economia de US$ 150 milhões. A Uber também lançou um fundo para apoiar os motoristas e entregadores de seus serviços durante o período de crise.

Para minimizar os riscos de contaminação, foi cancelado a opção de viagens coletivas. Já com o Uber Eats, com as pessoas em casa, o delivery de comida e de outros produtos deu um salto. Tanto que presidente encoraja motoristas que estão sem passageiros se aventurem no serviço.