Desigualdade de gêneros afeta liderança de startups

Só 15% das startups brasileiras são lideradas por mulheres

Na sociedade brasileira, a desigualdade de gênero ainda é um fenômeno que faz parte da realidade de diferentes segmentos sociais. Isso se estende também ao mundo corporativo.

Recentemente, a Associação Brasileira de Startups (ABStartups) revelou que apenas 15,7% das startups do país têm como líder uma mulher, apesar de haver 24 milhões de empreendedoras no Brasil; um número que quase se iguala ao dos homens. 

Entre os principais culpados para a falta de liderança feminina, está o de sempre: preconceito, estereótipos e normas sociais que ainda permeiam o imaginário de boa parte da população. 

Além disso, muitas startups são de base tecnológica e falta o incentivo necessário para que mulheres se enveredem nessa área – já que desde a primeira infância, enfrentam barreiras sociais e instituicionais. Carreiras que envolvem Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática ainda são predominantemente masculinas. 

Outra das principais barreiras é que geralmente, startups fundadas por mulheres recebem muito menos investimento que as fundadas por homens, embora deem um retorno maior em receita no longo prazo. A falta de incentivo financeiro não permite que a ideia saia do papel.

Como superar?
Para superar o preconceito e todas essas barreiras, é preciso colocar o tema em pauta e dar voz a mulheres empreendedoras, de modo a mostrar o crescimento de startups com lideranças femininas – e assim, incentivar outras mulheres e também, atrair investidores. Dentro das empresas, também é importante criar politicas de igualdade de gênero.