App de fake news sobre coronavírus pode bloquear seu smartphone

O usuário que baixá-lo, tem seu aparelho invadido e só consegue recuperá-lo após liberação de US$ 100

Covid-19 Tracker, aplicativo fake invasor de smartphones (foto: reprodução)

Em meio a alertas ligados à pandemia do Covid-19, a atenção deve ser redobrada quanto aos golpe cibernéticos. A caótica situação não tira de circulação hackers com o propósito de rastrear e de má fé roubando senhas e outros códigos.

Covid-19 Tracker

As táticas usadas por esses invasores vão de mapas a e-mail. Agora, por conta do coronavírus, o facilitador no processo de invasão é um aplicativo por nome “Covid-19 Tracker“, ele garante ao usuário informações sobre estatísticas em tempo real e o grau de disseminação do vírus. A varredura e reconhecimento do app fake foi realizado pela equipe de segurança da Domain Tools em um site fora da Play Store.

CovidLock

O usuário que baixá-lo, tem seu aparelho invadido e só consegue recuperá-lo após liberação de US$ 100 (R$ 500, em média) em Bitcoin para o resgate. O falso aplicativo, na verdade, se trata de um vírus e recebeu o nome de “CovidLock” (bloqueio do Covid).

O aplicativo é compatível com o sistema Android, sendo assim, os aparelhos que utilizam esse sistema precisam tomar algumas precauções para evitar o vírus. Aparelhos com o Android 7, por exemplo, consegue dificultar a invasão.

Já os smartphones com Android menos avançado, serão salvos pelo Domain Tools, que decifrou os códigos da praga e vai oferecer desbloqueio gratuito. A senha de bloqueio do Android precisa estar configurada para que evite a entrada do vírus.

Não apenas aparelhos celulares sofrem com esses ataques cibernéticos, sistema de computadores também são alvos de criminosos que rondam pela internet. A invasão é iniciado em sites, as famosas páginas atrativas com informações sobre o coronavírus, quando o leitor menos espera, o aparelho é totalmente invadido.

AzorUlt

Para esse tipo de procedimento, esses criminosos usam o programa AzorUlt, comercializado no submundo como “ferramenta pronta” para a execução dos planos de invasão. No Reino Unido, por exemplo, e-mails de alerta à prevenção tem sido encaminhado pelo Centro Nacional de Cibersegurança orientando como proceder diante de pragas digitais.

De acordo com o órgão, foram enviados a setores específicos da economia, como transporte público, transportes de cargas e varejo. O conteúdo direcionado deixa a mensagem mais convincente, o que pode aumentar o número de vítimas.

A ação maliciosa de criminosos cibernéticos impactou o processo de realização de testes do coronavírus na República Tcheca. Hackers invadiram o sistema do hospital da Universidade de Brno, uma das instituições habilitadas para o teste, o que poderia ter atrapalhado na rapidez e eficácia para detectar o vírus, mas a universidade não confirmou se houve tamanho problema.