Protótipo de casa autossuficiente em SP pode ser alugada no Airbnb

A obra do imóvel de 38 metros quadrados não gerou resíduos

Autônoma, sustentável e confortável. Essa é a Altar, uma casa com design minimalista que flutua na represa de Jaguari, em Joanópolis, há cerca de duas horas de São Paulo. Desconectada do mundo urbano, o empreendimento é de Facundo Guerra, um dos maiores empresários da noite paulistana.

A construção é da Syshaus, startup brasileira de design que tem projetos inteligentes de casas pré-fabricadas, e do arquiteto Arthur Casas. A fabricação não gerou resíduos, sendo feita com madeira de reflorestamento. O propósito é promover uma experiência onde o hóspede pode passar um tempo sem telefone e internet e redescobrir o contato com a natureza. 

Segundo Guerra, a proposta à princípio era somente um projeto pessoal. Em seguida, veio a ideia de disponibilizá-la para outros interessados. Ele diz que pensava em uma segunda casa para poder passar um fim de semana tranquilo com a família, mas não estava interessado em comprar uma casa convencional, em um terreno loteado.

Com isso, surgiu a ideia de uma casa autônoma e pré-fabricada, e então disponibilizá-la no Airbnb. Ela foi colocada no meio da represa como prova de que é autossuficiente, e é mesmo: possui sistema de captação e purificação de água, sistema que transforma dejetos em biogás, painéis solares e não está conectada a rede de água, esgoto ou rede elétrica.

Embaixo, uma espécie de balsa de oito toneladas abriga o reservatório de água e uma bomba que funciona com energia gerada por placas solares. Lá também está o compartimento de limpeza, um biodigestor que trata o esgoto e não causa impacto à represa abaixo dele. A casa tem 38 metros quadrados de área interna e mais 26 metros quadrados de área externa.

Já o lixo é completamente reaproveitado ou reciclado por meio da parceria com a fazenda. Além disso, todos os produtos de limpeza e higiene são biodegradáveis e orgânicos. Para chegar até a casa, uma lancha elétrica disponível vence os trinta metros que a separa da margem. Ela acomoda quatro pessoas — duas no quarto e duas no sofá-cama da sala.

O empresário explica que a sociedade não consegue mais se desconectar, e que o celular está adoecendo as pessoas. Para ele, é necessário que elas se reencontrem com aquilo que é realmente importante. Da construção ao transporte até a represa, o projeto custou R$ 500 mil.