Startup cria casas com impressão 3D para moradores de rua

A Icon acredita que a impressão 3D pode ajudar a reduzir substancialmente o custo da habitação

A startup Icon está construindo seis pequenas casas impressas em 3D para moradores de rua nos arredores de Austin, nos Estados Unidos, em um local chamado Community First! Village. A startup acredita que a impressão 3D pode ajudar a reduzir substancialmente o custo da habitação.

Jason Ballard, CEO da Icon, contou que pensou em como usaria a tecnologia para enfrentar a crise global da habitação, e não conseguiu encontrar nada que tivesse todas essas vantagens promissoras. Segundo ele, uma vez que a impressora pode trabalhar de forma autônoma e contínua, é uma maneira mais rápida de construir.

A impressora trabalhou em três casas simultaneamente, cada uma com um design diferente, usando um modelo digital. Os trabalhadores preparam o local e põem uma fundação. Depois que as paredes são imprimidas, adicionam o telhado, janelas, portas, e sistemas elétricos, e encanamento.

A impressora substitui os métodos tradicionais de construção da estrutura, isolamento, revestimento, barreira de umidade e acabamento. A empresa também está começando a experimentar a adição de encanamento e sistemas elétricos por meio impressão 3D.

Automação, combinada com o baixo custo do material, significa que as casas podem ser significativamente menos caras de construir. Embora a tecnologia ainda esteja numa fase precoce e a empresa ainda não ter partilhado os custos, ela acredita que, em última análise, será possível imprimir uma casa a metade do custo da construção tradicional, na metade do tempo.

O material também é mais resistente em desastres como furacões do que uma casa tradicional, de acordo com a empresa. Segundo Ballard, as habitações construídas com os materiais mais baratos possíveis, o que significa que estas casas geralmente possuem falhas e problemas e problemas muito cedo.

A Community First! foi criada em 2015 como um projeto voluntário para abrigar pessoas em situação de rua. Com 200 moradias atualmente, a vila tem cozinhas ao ar livre, um parque para cães, jardim, mercado comunitário e outros locais que permitem a convivência entre os moradores.