Startup brasileira leva reconhecimento facial a grandes empresas

Em 2019, a Fullface dobrou seu faturamento

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A startup brasileira FullFace Biometric Solutions está crescendo com uma tecnologia proprietária de biometria do rosto. A FullFace surgiu em 2012 e a sua tecnologia foi desenvolvida em dois anos, atualmente a startup atende 40 clientes e duplicou seu faturamento em 2019.

A empresa tem o objetivo de auxiliar um grande desafio do mundo moderno: a identificação de pessoas. Com o avanço da tecnologia e o constante aumento dos processos digitais, foi constatado que login, senha e dados pessoais não são garantia de segurança de informação. Assim, veio a necessidade de utilizar um método mais eficaz: o reconhecimento facial.

Com isso, a FullFace se especializou na identificação de pessoas utilizando uma tecnologia proprietária de biometria facial, realizando reconhecimento de face em tempo real e viabilizando processos integrados em ambientes web, mobile e físicos através de plataforma biométrica unificada. É analisado 1.024 prontos de um rosto para gerar 99% de precisão.

Danny Kabiljo, CEO da FullFace, sentiu que o contato com os consumidores estava se tornando cada vez mais digital e menos seguro. Ele conta que é difícil garantir que a pessoa com quem você está falando é realmente quem ela diz ser, seja na hora de fazer uma transação bancária ou aplicar uma prova online, por exemplo.

A startup não exige equipamentos específicos para colocar sua tecnologia. As imagens podem ser captadas por câmeras, celulares e computadores. As fotos são transformadas em números, o que facilita análises e dá proteção contra vazamentos. Os códigos são guardados em uma nuvem de propriedade da FullFace, cortando custos das empresas com hospedagem.

A startup foca em grandes empresas de aviação, bancos, educação e saúde. São empreendimentos com muitas informações e que precisam de autenticação de identidade para diversos processos. Um exemplo é a companhia aérea GOL, foi criado um check-in com reconhecimento facial em 2017, pelo qual o usuário tira uma selfie e não precisa digitar números gigantes ao viajar. 

Kabiljo afirma que a startup possui uma tecnologia madura e um modelo de negócios validado, e que pretende acelerar o crescimento e conquistar mais clientes. Para 2020, a FullFace espera triplicar o faturamento e ir de 17 para 30 funcionários.