Setor automotivo registra queda de 20,8% em fevereiro

Apenas 396 mil unidades foram produzidas até fevereiro, representando retração de 13,4%

Setor automotivo registra queda de 20,8% em fevereiro (foto: produção)

Um importante setor para a engrenagem da economia brasileira é o automotivo, que somente no mês de fevereiro já registrou queda de 20,8%,segundo aponta a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Em 2019, no mesmo período, o percentual foi bem menor.

O resultado negativo não se repetia desde 2016. Apenas 396 mil unidades foram produzidas até fevereiro, representando retração de 13,4%. Além da baixa produção de veículos, a taxa de desemprego em relação ao setor também é preocupante, o nível de emprego nessa indústria, hoje, é 3,7% menor que há ano. Atualmente, as empresas da área registraram em fevereiro 107,2 mil trabalhadores.

Apenas 1,2% na produção

Quanto ao número de veículos novos vendidos, a marca atingiu 201 mil, com alta de apenas 1,2% na produção, resultado inferior ao mesmo período do ano passado. Baseados os números entre 2020 e 2019, o crescimento foi de 1% neste ano. Janeiro e fevereiro venderam apenas 394,5 mil veículos.

A exportações dos veículos também sofreu impacto. Houve queda de 7% com 37,7 mil veículos embarcados. Em declaração, o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes disse que o impacto de queda de demanda por veículos brasileiros não se limita mais apenas ao mercado argentino. Pra ele, os distúrbios políticos no Chile e na Colômbia também provocam queda de demanda nos respectivos mercados.

Fator coronavírus

A Anfavea pontuou outro fator contribuinte para a redução no número de veículos produzidos esse ano, o coronavírus atrapalhou a indústria, de certa maneira. Mesmo diante das circunstâncias, a Anfavea acredita não existir, ainda, nenhum problema de paralisações.

Moraes ressalta que isso não quer dizer que não haja risco. Mas é preciso tomar cuidado com alarmismos. O total de veículos importados durante um ano chega mais ou menos US$ 13 bilhões. A China exporta 13%, a Alemanha 12%, 9% sai dos Estados Unidos e 8% do Japão.

As montadoras estão evitando que seus funcionários viajem. E monitoram a chegada de navios para seu suprimento e de seus fornecedores. Os navios levam entre oito e dez semanas, em média, para chegar ao país. Isso significa que temos estoque, conclui Moraes.