Brasil sente impacto do coronavirus e prejuízo chega a US$ 100 milhões

A nível global, a perda representa US$ 50 bilhões

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O novo coronavirus não deixou rastros negativos apenas na China, outros países como o Brasil, por exemplo, sentiram o impacto do surto. No Brasil, o saldo negativo foi de US$ 104 milhões para as exportações. Já o efeito mundial foi uma perda de US$ 50 bilhões.

A Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento apurou que os efeitos ligados à situação sanitária foram consideráveis extremos. Vale ressaltar que os dados são baseados no mês de fevereiro, é temida uma nova crise, o que pode causar transtornos ainda maiores.

US$ 12 bilhões destinados aos países pobres

Esses fatores contribuíram com a redução projetada pela OCDE,que aponta baixa de apenas 2,4%. A estimativa deixou o Banco Mundial precavido, decidindo destinar um valor de US$ 12 bilhões para os ajudar os países mais necessitados e pobres.

Países que recebiam produtos vindos da China (carros, celulares, equipamentos médicos e máquinas) acabaram no “prejuízo” pois, de acordo com a ONU, o país asiático é o maior provedor de bens intermediários e fundamentais.

Última crise em 2004

A última vez que o país passou por essa fase ruim foi em 2004. Hoje, em 2020, a China registrou novamente queda significativa de 37 pontos. Em relação a produção anual, a redução caiu para 2%.

A ONU informou se sentir a maior prejudicada com a situação, já que teve perdas de US$ 21,6 bilhões para importações. Outro país asiático que sentiu o impacto negativo da crise após o coronavirus foi o Japão, que perdeu US$ 6,3 bilhões, enquanto a Europa teve um prejuízo maior ainda, chegando a US$ 8,6 bilhões.

Setor automotivo no Brasil perde US$ 42 milhões

No Brasil, o setor automotivo foi aquele que mais registrou impacto negativo, apresentando perda de US$ 42 milhões. Se referindo a outros segmentos, Alessandro Nicito, autor do informe, a China não fornece muitos materiais para cadeias agrícolas. Portanto, no Brasil, os efeitos serão muito mais limitados.

Ele alertou que os valores sobre o Brasil representam apenas no início de um processo. Isso é só o começo. Se a crise continua, esse número terá de se multiplicar por dez.