Aplicativo de comunicação dá voz a pessoas com deficiência

O Livox usa símbolos e figuras para traduzir sentimentos e pedidos dos usuários

Carlos Pereira fundou o Livox para ajudar sua filha, Clara - que tem paralisia cerebral - a se comunicar

Por Letícia Höfke

A nona e penúltima reportagem da série especial Startups Transformadoras tem como tema a empresa Livox. Atuando em 11 países e disponível em mais de 25 idiomas.

O aplicativo de mesmo nome (Livox é abreviação de “Liberdade em Voz Alta”) já é usado por mais de 20 mil brasileiros com dificuldades de comunicação (como, por exemplo, pessoas com paralisia cerebral, esclerose lateral amiotrófica ou autismo), o Livox faz uso de símbolos e figuras para traduzir os sentimentos dos usuários. 

O software permite que sejam atendidas necessidades básicas do dia a dia: desde quantas colheres de açúcar o usuário quer em seu café até conversas casuais. Podem também relatar emoções, selecionar desenhos, filmes, jogos, músicas que desejam assistir e escutar. Além disso, o aplicativo ajuda a aprender a ler e a estudar. 
As atividades são ativadas pela seleção de figuras, textos e vídeos em tablet com o aplicativo instalado e as respostas são geradas por comando e voz. Baseado em algoritmos inteligentes, a ferramenta se ajusta a vários graus de dificuldades motora, visual e cognitiva.

O início 

A plataforma foi criada pelo empreendedor pernambucano Carlos Pereira, pai de Clara, uma menina de 9 anos, que nasceu com paralisia cerebral após sofrer complicações no parto. Ela tem dificuldades de comunicação – já que falar demanda um esforço muscular que ela não é capaz de fazer – e por isso, Carlos resolveu ajudá-la. 

Entre 2009 e 2010, o empreendedor resolveu aprender programação para desenvolver um software que o permitisse falar com a filha, assim nasceu o Livox, que hoje, já tem mais de 25 mil downloads.