Plataforma utiliza Libras para capacitar surdos

Signa é uma plataforma online com cursos produzidos em libras e com legendas

Por Letícia Höfke

Nesta oitava reportagem da série especial Startups Transformadoras, o empreendimento da Signa merece destaque, cujas iniciativas de inclusão de deficientes auditivos no mercado de trabalho são um exemplo para o país.

No Brasil, 9,7 milhões de pessoas têm deficiência auditiva, e a Libras é uma das línguas oficiais do país, juntamente com o português. Contudo, a falta de oportunidades para essas pessoas ainda é evidente. A Signa é uma startup brasileira que busca resolver esse problema através da capacitação de surdos.

A plataforma oferece cursos produzidos com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) ou com legendas, preparando surdos para o mercado de trabalho.  O conteúdo é desenvolvido pela própria comunidade surda. 

A plataforma tem ainda um “marketplace” ensinando como fazer cursos online – da ementa até o final -, ou seja, capacita a comunidade surda para produzir seu próprio conteúdo e ganhar uma comissão. Isso permite uma internacionalização da startup, já que a Libras só é usada no Brasil; cada país usa sua própria linguagem de sinais. A Signa não tem ainda concorrentes no mundo.

O início 

A Signa nasceu em janeiro de 2016, fundada pela administradora Fabíola da Rocha Borba e pelos desenvolvedores Ícaro Queiroz Rezende e Leandro da Cunha. Em 2015, os três participaram do Startup Weekend, em Florianópolis, cuja temática era educação. Contudo, ainda não tinham um projeto fixo; apenas sabiam que queriam empreender. 

Quem sugeriu o Signa foi Ícaro. Segundo ele, quando estava no ensino médio, um colega havia namorado uma garota surda que tinha que fazer leitura labial para acompanhar as aulas, já que não havia intérpretes. Além disso, o pai de Fabíola é surdo. 

Hoje, a Signa está entre as 10 startups de causas sociais da lista de 100 Startups to Watch.