Fundador da Natura investe em loja de chocolate

Atualmente, são 18 lojas que funcionam a todo vapor em quatro estados

CEO da Natura abre mais uma loja Dengo no Brasil (foto: reprodução)

A essência para fragrâncias é algo que parece estar enraizado no espírito criativo do co-fundador da Natura. Além de sua facilidade e encanto pela perfumaria, o revolucionário Guilherme Leal já trabalha no mais novo negócio, a abertura da startup Dengo, uma marca de chocolates que promete ser muito diferente daquilo que o mercado já conhece.

Leal decidiu ousar da embalagem selecionada revestir o produto à arquitetura do ambiente. O esperado é que a Dengo se espalhe pelos quatro cantos do Brasil. Atualmente, são 18 lojas que funcionam a todo vapor em quatro estados. A meta é alcançar o “breakeven” com 25 novos espaços, ressaltando que o país tem capacidade para 200 lojas.

Agricultores locais e economia brasileira

A empresa pretende, após o primeiro ano da loja, conhecer pessoalmente a produção de cacau que é realizada na Bahia. O principal elemento usado para a fabricação dos chocolates é feito por agricultores do estado, com isso, a empresa pretende fomentar a produção do cacau no país e contribuir com a economia. Com essa aproximação do produto e sua fabricação, a Dengo foca em aproximar seus clientes e imergi-los ao produto e a marca.

12% de retorno financeiro

O mais aguardado sabor, até agora, é feito à base de banana, castanha de caju e abacaxi com coco, que recebeu o nome de “quebra-quebra”. Além do sabor, Leal se preocupou com o requinte das lojas. Os produtores do chocolate recebem, em média, apenas 12% de retorno dos financiadores, enquanto a indústria recebe 38% e o varejo fica com 50%. Estevan Sartoreli, CEO e co-fundador da Dengo, diz que o cacaueiro que teve que trabalhar seis meses, fica só com 4% a 5% do valor final.

O passo dado pela Dengo deve impulsionar outras marcas como Nestlé e Callebaut pois, o experimento de supply chain usado pela marca pode surtir grandes efeitos mudando o cenário econômico de países africanos e elevando o PIB.

Avanço da indústria

Leal esclarece que se não limparem a cadeia do cacau das questões da miséria, do trabalho infantil e da devastação florestal, não tem jeito, E os avanços tem sido pífios, medíocres até agora, mesmo com todos os compromissos e ações que a indústria já assumiu.

Outro segmento que pode ajudar e se auto beneficiar com a nova loja e a produção de cacau por meio dos cacaueiros são os bancos e fundos de private equity que já procuraram Leal a fim de parcerias e sociedade. Ambos buscam “navegar” na maré de crescimento e expansão do setor.