Fiat planeja lançar negócio de locação de veículos

A Fiat pretende lançar modelo de veículo voltado ao perfil familiar e de empresa

Antonio Filosa, CEO da Fiat (foto: reprodução)

A Fiat lançará, logo no segundo semestre do ano, um modelo de veículo voltado ao perfil familiar e de empresa. A Fiat Strada foi planejada para transportar duas pessoas e possui o espaço da caçamba atendendo ao gosto familiar.

É composto também por uma cabine longa e cinco lugares para aqueles que preferem o modelo empresa. O veículo é uma aposta de sucesso que pretende contribuir com o sucesso de vendas que o Grupo FCA veio traçando durante o ano de 2019.

Serviços ride-sharing

De acordo com dados da Anfavea, as vendas para pessoas jurídicas representaram 46% do total no ano passado (em 2012, eram 25%). Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfaeva diz quase metade desses veículos foi comparada por locadoras, que os repassam para serviços de ride-sharing. Hoje, cerca de 70% da frota na Uber é alugada. A década de 2020 dá todos os sinais de que será a mais disruptiva da história do nosso setor e da mobilidade.

R$ 14 bilhões destinados à tecnologia do carro

A linha de tecnologia recebe grande atenção de Antonio Filosa, presidente da FCA na América Latina, que irá destinar R$ 14 bilhões para essa linha. A ideia da marca é abrir sua própria locadora para evitar depender de grandes frotistas. Com pretensão de qualificar o serviço e contribuir com a vida no carro, irá lançar um aplicativo com informações mais precisas e necessárias para ambas as partes; passageiros e motoristas.

Segundo a marca, 55% do consumo vem das famílias, 25% de pequenas e médias empresas e os demais 20% de grandes frotistas. A FCA se auto intitula como uma empresa que atende a todos os públicos.

Expectativa de maior crescimento

O esperado pela equipe é que o novo modelo supere as expectativas de vendas e satisfaça os clientes de forma similar ou melhor em comparação aos carros mais pedidos do ano passado, o Argo, Strada e Toro. O intuito é crescer cada vez mais.

Ao serem questionados sobre o impacto causado pelos serviços de ride-sharing no negócio das montadoras, a equipe explicou que existe uma lenda urbana de que os novos hábitos de consumo de mobilidade estão diminuindo a demanda por carros. Para eles, é totalmente contrário. África, Ásia e América Latina tem espaço para crescer. Esse movimento relacionado às montadoras gerou total mudança, mas alguns detalhes ainda estão sendo entendidos e estudados.

Atenção aos acessórios

Algumas novidades tecnológicas serão adaptadas aos modelos, com isso, o grupo preocupou-se em dar atenção aos acessórios. É interessante perceber a estratégia do grupo para fazer do carro um dispositivo prestativo para alguns serviços.

O apoio de parceiros também contará com um fator desencadeador para os clientes. Empresas como a Visa e o McDonald’s já são aliadas do FCA nesta empreitada. Além de parceiros, a FCA busca agradar principalmente os motoristas.

Fonte de renda

De acordo com eles, quem está usando o carro como uma fonte de renda quer perder menos tempo e dinheiro. Quer manutenção mais barata, mais previsível, com possibilidade de agendar, sem pegar filas no concessionário. Tudo isso vai acontecer.

O carro pode contar com motorista que ele está desgastando mais essa parte, menos essa outra, que o seu modo de dirigir está sacrificando o consumo de combustível. Tudo isso é possível. Depende de horas e horas de programação de software, mas é possível.