Bancos chineses desinfetam notas para impedir a propagação de coronavírus

Notas usadas estão sendo armazenadas por até 14 dias após serem desinfetadas, diz banco central

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A China está desinfetando e isolando as notas usadas como parte dos esforços para impedir a propagação do novo coronavírus que já atingiu cerca de 70 mil pessoas e matou mais de 1.700. A medida foi anunciada pelo Banco Central da China em um comunicado.

Os bancos precisam utilizar luz ultravioleta e altas temperaturas para desinfetar as notas. Em seguida, armazenar o dinheiro de 7 a 14 dias — dependendo da gravidade do surto em cada região — antes de colocá-las em circulação novamente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o coronavírus sobrevive em superfície por pelo menos algumas horas.

As notas originadas em ambientes com alto risco de contaminação, como hospitais, vão receber tratamento diferenciado. Esse dinheiro vai ser enviado de volta ao BC e será destruído ao invés de desinfetado. Outras medidas também vão ser tomadas, como a suspensão de transferências físicas entre províncias atingidas.

O vírus, que infectou mais de 66 mil pessoas na China e se espalhou para mais de duas dúzias de outros países, provocou uma corrida para desinfetar lugares públicos e minimizar o contato entre as pessoas. Nos edifícios, há limpeza constante de botões de elevadores, maçanetas e em outros ambientes.