Santander explora segmento “bantech” e vê maior chance de crescimento

O presidente do Santander Brasil, Sergio Rial, acredita em um aumento de 10% de crédito para esse ano

"Bantech" é o novo perfil de banco explorado pelo Santander Brasil (foto: reprodução)

Mesmo com a “invasão” de aplicações tecnológicas voltadas à transformação no setor financeiro e o aumento da concorrência, este é um âmbito que mais aproveitou a recuperação econômica, são esperados bastantes resultados positivos quanto ao setor, isso é o que afirma o presidente do Santander Brasil, Sergio Rial, informando que o esperado para esse ano é um salto de 10% no crédito.

Quanto aos resultados esperados pelo Santander Brasil, segundo Rial, vai haver acomodações importantes, umas a favor e outras contra, mas o Brasil crescendo é estruturalmente positivo para a indústria financeira.

Impacto das fintechs

O desenvolvimento do setor gera alta expectativa neste ano, entretanto, ainda sente o impacto de anos anteriores e, com isso, a pressão ainda ecoa nas ações dos bancos. O Santander ainda que esteja buscando saídas para essas armadilhas, o impacto de fintechs ainda é grande sobre os bancos com métodos tradicionais. Janeiro já apresentou queda de 9,99%, 1,86% para 42,78 em relação as units do banco.

Rial explica que alguns analistas começam a fazer recomendações em cima de uma expectativa sobre a capacidade da gestão dos bancos de navegar num ambiente mais desafiador, mais conturbado, mais competitivo. Ele também diz que é inegável que os bancos terão de aprender a lidar com isso, mas ao mesmo tempo ainda existe um potencial inexplorado no mercado brasileiro, a adesão a serviços financeiros é muito pequena no país.

A bancarização vai aumentar”

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, defende a necessidade de mudanças quanto aos negócios tradicionais, para ele, os bancos no futuro não vão fazer tudo. Mas a torta será muito maior, porque a bancarização vai aumentar.

Rial acredita que num futuro próximo, bancos e fintechs precisarão se unir, um irá depender do outro, haverá uma troca entre eles, já que um lado precisa de custos mais leves e as novas empresas precisam da rentabilidade.

6,4% da margem financeira bruta

No quarto trimestre do ano passado, de acordo com o que já era esperado pelos analistas, o Santander apresentou resultado de R$3,726 bilhões de lucro líquido e subiu para 6,4% a margem financeira bruta, atingindo R$ 12,241 bilhões.

Baseado nesses resultados, que tiveram maior volume de crédito no varejo, analistas do Bradesco BB disseram que isso é resultado do processo gradual de reprecificação que está ocorrendo no Brasil, com as originações de crédito se dando em taxas muito menores que há dois ou três anos.

Se comparado a 2018, o ano passado encerrou com o Santander fechou com 11,8%, atingindo R$ 432,5 bilhões em sua carteira de crédito ampliada e com alta no trimestre de 5,8%. Para Rial, a estratégia para produzir despesas não virá de um programa de demissões ou do fechamento de agências, mas de um uso mais eficiente de dados. Estão entrando nas vísceras da organização para entender como as coisas são manufaturadas.