Embraer e Boeing planejam lançar turboélice

O possível novo turboélice terá uma adjacência natural com a família E2

John Slattery, presidente-executivo da divisão de aviação comercial da Embraer (foto: reprodução)

Nesta terça-feira (21), o principal executivo da divisão de aviação comercial, revelou durante um evento na em Dublin, na Irlanda, o início de uma parceria entre a Embraer e a Boeing para o lançamento de um novo turboélice.

John Slattery, presidente-executivo da divisão comercial da Embraer, deu mais detalhes sobre a aeronave. Segundo ele, ela será do mesmo tamanho ou maior que o turboélice ATR-72, de 70 lugares, produzido por um grupo franco-italiano que atualmente domina o segmento.

Trâmites finais

A Boing, que já havia mostrado interesse em adquirir a divisão da companhia brasileira, mas para isso, existe um processo de análise, está aguardando a aprovação de autoridades europeias para finalizar o processo de compra.

O projeto fica dentro do mercado-alvo de espaçonaves abaixo de 150 lugares. O empreendimento tem adjacência natural com a família E2, jatos regionais de 80 a 120 lugares da Embraer.

O estudo do modelo de negócios prevê que, até o estágio final, serão investidos bilhões de dólares. A parceria, portanto , é imprescindível. Caso a Embraer siga sozinha na produção, o projeto será interrompido.

De acordo com Slattery, não há relação entre o estudo do turboélice e as negociações com reguladores sobre o restante das atividades de aviação comercial da Embraer.

Sem joint-venture, sem turboélice

Para ele, o volume de recursos necessários para produzri uma nova aeronave comercial no estado da arte é de uma magnitude que a equipe simplesmente não tem como desenvolver fora do ambiente da joint-venture.

O executivo acredita que dará tudo certo quanto à compra da principal divisão pela Boeing. As negociações estão a todo vapor não apenas entre Embraer e Boeing, mas outros grandes nomes mostram interesse em fornecer o motor que irá no novo turboélice: são empresas como a General Electric, Rolls-Royce e Pratt & Whitney Canadá.

Controle do mercado de turboélice

O mercado de turboélice tem 80% de seu controle administrado pela Airbus e pela Leonardo, já o De Havilland Canada DHC-8 é responsável pelos outros 20%. Outra gigante que está apostando no setor é a China o país asiático pretende entrar no mercado com o futuro Xian MA700.

Em entrevista concedida ao Valor, a assessoria de imprensa da Embraer no Brasil explicou que o projeto está em fase de estudos, que têm sido desenvolvidos há cerca de um ano dentro da empresa brasileira, e que os próximos passos do projeto dependerão da conclusão da compra da área de aviação comercial pela Boeing.