Visa compra fintech Plaid por US$ 5,3 bilhões

Ferramentas da Plaid permitem o compartilhamento de dados financeiros dos clientes

A rede de pagamentos eletrônicos Visa, uma das maiores empresas de cartão de crédito do mundo, anunciou a compra da fintech Plaid, rede que facilita o acesso e o compartilhamento de dados financeiros dos clientes, por US$ 5,3 bilhões. Fundada em 2012, a fintech oferece software de transferências digitais diretamente da conta bancária do usuário. As informações são do Wall Street Journal.

A Visa afirmou em comunicado que as soluções da Plaid permitem que os clientes compartilhem informações financeiras com milhares de aplicativos e serviços. A Plaid é líder em ferramenta de conectividade em grande escala. A Visa ainda conta que, hoje, uma em cada quatro pessoas com uma conta bancária nos Estados Unidos usou o Plaid para se conectar a mais de 2,6 mil aplicativos de fintechs em mais de 11 mil instituições financeiras.

Para a Visa, a aquisição possibilita entrar em novos negócios e oferecer serviços complementares aos clientes. A compra é um passo para a empresa ficar menos dependente de seus cartões de crédito. Enquanto o número de pagamentos sem dinheiro físico aumenta a cada ano, os cartões agora tem concorrência de diversos outros métodos de transferência digital — métodos que empresas como a Plaid oferecem.

O comunicado ainda diz que, os negócios centrados em fintechs da Plaid abrem novas oportunidades de mercado para a Visa nos EUA e internacionalmente. Em seguida, a combinação de Visa e Plaid possibilita a oportunidade de oferecer recursos avançados de pagamento e serviços de valor agregado relacionados aos desenvolvedores de fintechs. Além disso, a aquisição permitirá que a Visa trabalhe ainda mais próxima com as fintechs.

Em 2019, a Visa já havia ido às compras, adquirindo a EarthPort. A startup, que trabalha com transferências monetárias internacionais, foi alvo de disputa com a Mastercard. A Visa venceu o leilão. O valor final não foi divulgado, mas a proposta pela empresa antes de a Mastercard entrar na briga era de cerca de US$ 250 milhões.