Tendência para a próxima década, “microcasa” pode ser opção para crise de moradia

A "microcasa" é um modelo de residência rápido, estiloso, menos espaçoso e sustentável

A "microcasa" pretende solucionar a questão da falta de moradia (foto: reprodução)

Diversas startups estão em busca de solucionar a questão da falta de moradias pensando em projetos rápidos e estilosos que ocupem menos espaço e sejam sustentáveis.

A resposta para esses planos estão sendo as famosas e requisitadas “microcasas”. Nos últimos anos, esses modelos de moradia se tornaram tendência e conquistam cada vez mais pessoas.

Veja algumas empresas listadas pela FastCompany que adotaram este formato de casa:

Rent The Backyard

A Rent The Backyard, que, por enquanto, funciona apenas na região de San José, nos Estados Unidos, usou de criatividade em elaborar casas de verdade baseadas no modelo de casinhas de brinquedos feitas para as crianças brincarem no fundo do quintal. Os modelos de “microcasas” são construídos no fundo da residência e são alugados, o valor de construção é investido pela startup e, em troca, ela recebe uma parte do aluguel cobrado. A casa é construída pela NODE.eco e o rendimento por ano pode chegar até R$ 12 mil por quem disponibilizar seu quintal.

United Dwellings

A United Dwellings, apurou que 91% dos espaços de garagem na região de Los Angeles, onde a startup opera, não são ocupadas pelos veículos dos moradores, mas sim por “tralha” do dono da casa. A startup pretende usar esses espaços das grandes garagens aos subúrbios da cidade em apartamentos. O gasto de toda a construção dos apartamentos também parte da United Dwellings, e quando são alugados, parte do valor pago pelo inquilino volta para a startup.

MicroLife Institute

Saber dividir espaços é proporcionar a outras pessoas que tenham moradia para si. A startup MicroLife Institute identificou uma grande falha em locais de grande extensão por metro quadrado que não estavam sendo bem aproveitados. Enquanto apenas uma família ocupava um espaço grande, outras não tinham onde morar, com isso, a MicroLife usa esses terrenos grandes para construir casas acima de 250m² e construir moradias menores entre 23 e 46 m².

PassivDom

Juntando tecnologia de ponta e sustentabilidade, a PassivDom pensou em um projeto que gera e recicla tudo que usa. As casas são imprimidas por meio de impressoras 3D, a energia elétrica é captada por painéis solares no teto, enquanto toda a água usada é reciclada. É esperado que as casas comecem a ser alugadas a partir desse ano, mas sem data exata, por enquanto, elas ainda passam por fase de teste no Arizona, nos Estados Unidos.

New Story

A New Story também já constrói modelos de casas impressas com uma impressora 3D desde 2019. De início, a startup construía casas tradicionais, mas logo após fechar parceria com a Icon, passou a imprimi-las. As “microcasas” agradaram e foram bem recebidas pelos moradores.