Sexo ecológico: saiba como a camisinha vegana se tornou um mercado multimilionário

A empresa teve uma receita anual de quase R$ 23 milhões

Os alemães Philip Siefer e Waldemar Zeiler decidiram lançar uma linha de produtos de higiene sustentáveis. Em 2015, quando tentavam lançar uma camisinha ecológica, eles descobriram um mercado que ainda não conheciam: o das camisinhas veganas. Siefer disse em entrevista à BBC que, camisinhas tradicionais costumam ter uma proteína animal para deixar o látex mais macio.

Foi durante uma compra de camisinhas com sua namorada que Sieger pensou que os consumidores poderiam preferir uma alternativa mais sustentável — após perceber que as marcas pareciam datadas e nada ecológicas. Em conversa com Zeiler, os dois apostaram que o produto seria ideal para vender usando a internet. Com isso, optaram pelo comércio online.

De início, eles arrecadaram 100 mil euros — cerca de R$ 460 mil — por meio de uma campanha de financiamento coletivo para criar a empresa. Com a ideia em campo, eles começaram a pesquisar a origem da matéria-prima da camisinha e descobriram que a maioria das opções atuais de camisinha contém a proteína animal caseína, encontrada no leite de mamíferos.

Desta forma, a empresa foi batizada de Einhorn e começou os trabalhos. A empresa trocou a caseína por um lubrificante natural feito de plantas, além de adquirir látex que seja extraído do modo mais ecológico possível de pequenos produtores da Tailândia. Esses produtores evitam o uso de pesticida, e o objetivo é chegar a um plantio totalmente livre de químicos.

Por enquanto, a marca não conseguiu criar uma embalagem livre de alumínio, mas já usa o material reciclado. Para assegurar que todos valores de sustentabilidade sejam aplicados, a empresa ainda usa metade de seus lucros para desenvolver outros projetos sustentáveis. A marca vende um pacote com sete camisinhas por R$ 27,50, um valor mais alto que o das grandes marcas.

Em 2018, foram vendidas 4,5 milhões de unidades das camisinhas — além dos produtos para higiene feminina lançados no último ano. Apesar de todo sucesso, a dupla pretende abrir mão de suas ações. Eles doarão suas ações da empresa para a própria empresa. Em prática, as ações nunca poderão ser vendidas, ou seja, eles irão preservar os valores sustentáveis da marca.