Entra em vigor acordo sobre uso da base de Alcantâra entre Brasil e EUA

Com o acordo vigorando, o Brasil poderá se inserir no mercado espacial mundial como um forte participante do segmento de lançamentos

Jair Bolsonaro, à esquerda, e Donald Trump, à direita (foto: reprodução)

Em meio a promessas e medidas frustradas e que não vingaram, entrou em vigor, na última quinta-feira (19) o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre o Brasil e Estados Unidos entrou em vigor na última quinta-feira (19), segundo informou o Ministério das Relações Exteriores. O acordo estabelece a permissão para uso da base de Alcântara, no Maranhão.

Inserção no mercado espacial mundial

Segundo o Itamaraty, com a entrada em vigor do acordo, o Brasil poderá se inserir no mercado espacial mundial como um forte participante do segmento de lançamentos, gerando desenvolvimento científico-tecnológico e socioeconômico, com criação de empregos e ampliação do empreendedorismo e de negócios de base local e nacional.

Entre os acordos estabelecidos entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, um dos compromissos firmados por Bolsonaro foi a importação de etanol americano e maior acesso do trigo desse país.

Entre outros pontos alinhados entre ambas as partes durante a visita do presidente brasileiro aos Estados Unidos, estão assuntos ligados à política externa brasileira à americana, cujos temas se relacionam aos direitos humanos, ao reconhecimento da diversidade de gênero, à liberdade religiosa e a orientação anti-aborto.

Negociações à base de desconfiança

Se no começo das negociações feitas por Trump ainda existia total confiança, atualmente, se duvida da veracidade das promessas do presidente americano, no início de dezembro, um “golpe” foi sentido pelo Brasil, Trump deu um passo para trás e anunciou retorno “imediato” da tarifa adicional de 25% sobre as importações do aço do Brasil.

O presidente americano alegou que agiu dessa maneira por conta do fator prejudicial voltado às exportações dos agricultores americanos que se deu devido à desvalorização do real.