A cápsula da faxina: como a YVY quer mudar a limpeza doméstica

Produtos são embalados em cápsulas recicláveis, como as das máquinas de café, e acoplados a um borrifador para facilitar a aplicação

Uma nova forma de limpar a casa, mais simples, com a máxima eficiência e o mínimo de impacto no planeta? A startup YVY surgiu como uma resposta ao combinar tecnologia e a inteligência da natureza em uma fórmula ultraconcentrada com ingredientes naturais e renováveis em cápsulas retornáveis.

O carioca Marcelo Ebert, 44 anos, mudou de ramo depois de passar 15 anos no mercado financeiro ao ser convidado por um ex-chefe, José Luiz Majolo, 66, para tornar-se sócio da TerpenOil Química Verde, fundada em 2007 em Jundiaí, em São Paulo. Em pouco tempo, a empresa especializada em produtos de limpeza naturais para o mercado B2B se estabeleceu no mercado. 

Logo depois, com R$ 3 milhões em investimentos, os sócios fundaram em 2018 a YVY, startup que aposta em produtos de limpeza feitos com insumos naturais — como casca de laranja, pinho e eucalipto — em fórmulas ultraconcentradas. Os produtos são embalados em cápsulas recicláveis, como as das máquinas de café, e acoplados a um borrifador, para facilitar a aplicação.

Os kits são fornecidos no modelo de assinatura e entregues na casa do cliente — a própria empresa faz a logística reversa. As cápsulas são recolhidas a cada três ou quatro meses, dentro da mesma caixa em que os clientes recebem os produtos. A expectativa da YVY é fechar o ano com mil assinantes ativos e faturar R$ 1,5 milhão.

Segundo a empresa, até a entrega é inteligente ao não transportar água, ou seja, não emite CO2 sem ter necessidade. O posicionamento da marca foi inspirado na americana Methods e na belga Ecover – referências no mercado de green cleaning e adquiridas pela SC Johnson.

Mercado

Hoje, 63% de todas as embalagens são feitas de plástico, segundo estudo de 2019 da Euromonitor. Nos últimos dois anos, as notícias sobre a poluição dos oceanos levaram a uma verdadeira guerra contra o agente poluente. Por isso, nos próximos anos, a tendência é que o produto seja eliminado das embalagens.