Setor automotivo apresenta alta de 8,3% em novembro, diz Anfavea

O 11° mês teve o melhor resultado de todos, superando até os anos de 2016 e 2017

A produção total de veículos neste ano registrará crescimento de 2% a 3% na comparação com 2018 (foto: reprodução)

Resultado positivo e crescimento econômico são motivos para os fabricantes de veículos comemorarem o fim de mais um ano. O setor registrou uma alta de 8,3% no mês de novembro, equiparando o mesmo período do ano passado e desse ano, foi notado crescimento de 4,9% e 242,3 mil unidades licenciadas, segundo detalhamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nesta última quinta-feira (5).

Melhor resultado

Dos 10 meses anteriores, o 11° mês teve o melhor resultado de todos, superando até os anos de 2016 e 2017, superando o número total de vendas. Quem também apresentou bom resultado e crescimento, com de 9,5% no acumulado do ano, chegando a 98,1 mil unidades foi a indústria de caminhões.

Em meio a uma crise econômica na Argentina voltada ao setor de veículos, houve reflexo na economia e rendimento do Brasil, resultando em queda de 70,1% em comparação ao mês de novembro de 2018. Entretanto, mesmo com fatores extras, houve recuperação de 2,7% em relação aos 11 meses do ano passado.

Crescimento de 2% a 3% em comparação com 2018

Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, disse que a produção total de veículos neste ano registrará crescimento de 2% a 3% na comparação com 2018. No dia 7 de janeiro será divulgada as previsões de produção, vendas e exportação de veículos para 2020. Moraes seguiu informando que o setor mantém um “otimismo moderado” em relação à economia. A tendência é 2020 começar num patamar melhor.

Logo após os bons resultados serem divulgados, o dirigente comemorou dizendo que mesmo não sendo um “pibão”, confirmou as expectativas. O crescimento do PIB foi de 0,6% no terceiro trimestre.

Acrescentou ainda que, para fazer cálculos em relação à atividade econômica, os fabricantes de veículos costumam se basear nas visitas a concessionárias e conversas com consumidores. E não nos economistas da Faria Lima, ele se referiu ao local que abriga parte do centro financeiro paulista.

Exportação e parceiro em crise

Sobre a crise do país vizinho e dificuldade de exportação de veículos, Moraes acrescentou que a Argentina continua a ser o maior parceiro do Brasil, principalmente no setor automotivo.

Segundo ele, o governo brasileiro tem trabalhado para fechar um acordo de intercâmbio comercial com o Paraguai. Foi registrado US$ 511,2 referente a novembro e US$ 6,44 bilhões no acumulado respectivos à receita obtida com as exportações de veículos.

Taxa de desemprego

Todos os fatores também relacionam a atuação de funcionários e o papel do desemprego no país. As montadoras tiveram resultado de 3,9% de desligamentos de funcionários em novembro na comparação com um ano atrás, fechando o mês com 107,4 mil funcionários.

Moraes disse que o resultado ainda reflete, em parte, o fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP). A última turma da montadora foi dispensada em outubro. Além disso, houve programas de demissão voluntária nas empresas.